sábado, dezembro 31, 2016

Ainda as LFP da classe «Bellatrix»


Correcções e Esclarecimentos




A LFP «Bellatrix»


Foram construídas 13 unidades das Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP) classe «Bellatrix»:

As primeiras oito nos estaleiros nos estaleiros Bayerische Schiffbaugesellschaft mbH, em Erlenbach/Main, na Alemanha:

LFP «Bellatrix» - P 363;
LFP «Canopus» - P 364;
LFP «Deneb» - P 365;
LFP «Espiga» - P 366;
LFP «Fomalhaut» - P 367;
LFP «Pollux» - P 368;
LFP «Rigel» P 378;
LFP «Altair» - P 377;


A LFP «Bellatrix», a primeira, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 29-5-1961 e a LFP «Altair», a última, em 13 de Janeiro de 1962.

As três primeiras, as LFP «Bellatrix» - P 363, LFP «Canopus» - P 364 e a LFP «Deneb» - P 365 foram atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

As restantes cinco, as P 365, «Espiga» - P 366, «Fomalhaut» - P 367, «Pollux» - P 368, «Rigel» P 378 e «Altair» - P 379 foram atribuídas ao Comando Naval de Angola - Esquadrilha de Lanchas do Zaire.

As outras cinco, construídas mais tarde no Arsenal do Alfeite, foram as seguintes:

LFP «Arcturus» - P 1151;
LFP «Aldebaran» - P 1152;
LFP «Procion» - P 1153;
LFP «Sirius» - P 1154;
LFP «Vega»- P 1155;


A LFP «Arcturus»- P 1151, a primeira, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 17 de Maio de 1968 e a LFP «Vega»- P 1155, a última, em 21 de Setembro de 1970.

As três primeiras, as LFP «Arcturus» - P 1151, LFP «Aldebaran» - P 1152 e a LFP «Procion» - P 1153 foram atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

As restantes duas, as LFP «Sirius» - P 1154 e a LFP «Vega»- P 1155, foram atribuídas ao Comando Naval de Moçambique - Comando de Defesa Marítima de Porto Amélia.

Ainda que estas 13 unidades navais tivessem características gerais semelhantes, pequenos pormenores houve em pequenos retoques de aperfeiçoamento ulterior ao fabrico, consoante o teatro de operações. Baseavam-se em informações colhidas da experimentação prática conducentes à melhoria das condições quer de defesa quer de operacionalidade global.

Apenas as LFP atribuídas ao Comando de Defesa Marítima da Guiné instalaram chapa balística de protecção e lança-foguetes de 37 mm. Mesmo neste caso o desenho foi alterado posteriormente.

Na Revista da Armada referida como fonte, pode ler-se que:


“...Os motivos das cinco LFP construídas a partir da LFP «Arcturus» terem ficado com os deslocamentos e o calado máximo superiores e a velocidade máxima inferior aos das primeiras oito LFP «Bellatrix» foi o facto de na sua construção ter sido utilizada chapa de maior espessura, das capacidades dos tanques de aguada e de combustível serem maiores e ainda do guincho do ferro ser de um modelo diferente mais volumoso e mais pesado.

Mas além destas diferenças não detectáveis à vista, (exceptuando talvez o guincho do ferro), havia outras, exteriores, que permitem fazer a destrinça facilmente: assim as oito lanchas construídas no estaleiro alemão têm dez vigias rectangulares no casco, cinco a cada bordo, enquanto que as cinco lanchas "Arcturus" têm quinze pequenas vigias circulares, sete no costado de BB e oito no de EB. Por outro lado a antena do radar (Decca 303) nas oito LFP «Bellatrix» está montada no topo de uma pequena coluna posicionada a BB da superestrutura da ponte ao passo que nas cinco LFP «Arcturus» aquela antena de radar está instalada no galope de um mastro que tem quase o dobro da altura e que, como quase todos os mastros, se encontra colocado no plano de mediania do navio...”





A LFP «Espiga»



A LFP «Aldebaran»


As imagens acima inseridas, sombreadas nos pormenores que constituiram alterações notáveis de construção, dispensam legendas no que respeita à imediata percepção visual destas diferenças exteriores.

Depreende-se logicamente que o aspecto exterior, tanto no caso da LFP «Sírius» como no da LFP «Vega», seriam necessariamente idênticos ao da LFG «Aldebaran», mas tendo em conta que não dispunham do lançador de foguetes de 37 mm nem de chapa balística de protecção.



Apenas como um exemplo de equipamento modificado, instalado em algumas das LFP, repare-se no lançador de foguetes montado inicialmente na LFP “Bellatrix”, comparativamente ao modelo que outras vieram a instalar posteriormente como o da LFP «Aldebaran».

Navios da classe:

«Bellatrix», «Canopus», «Deneb», «Espiga», «Fomalhaut», «Pollux», «Rigel», «Altair», «Arcturus», «Aldebaran», «Procion», «Sirius» e «Vega»



Fontes:
Arquivo de Marinha; Dicionário de Navios & Relação de Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais de Marinha, 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, 16.º volume, Comissão Cultural de Marinha, 2005; Revista da Armada, n.º 405 - Das lanchas de Fiscalização Pequenas, José Ferreira dos Santos, membro da Academia de Marinha.

mls

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