terça-feira, agosto 15, 2017

LDM - Lanchas de Desembarque Médias, classe 200


Guiné, LDM-Lanchas de Desembarque Médias, classe 200

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 18 de Março de 2010)





Da classe 200, foram cinco as LDM - Lanchas de Desembarque Médias fabricadas. Estas unidades, construídas nos Estados Unidos da América foram modernizadas nos estaleiros navais da Argibay.

Em 13 de Janeiro de 1964 foram aumentadas ao efectivo dos navios da Armada as LDM 201, LDM 203, LDM 204 e LDM 205, sendo estas duas últimas uma reconversão das anteriores LDM 101 e LDM 102 respectivamente. Em 18 desse mesmo mês foi igualmente aumentada ao efectivo a LDM 202.

Alguns anos mais tarde, respectivamente em 17 de Maio de 1968 e 29 de Maio de 1969, as LDM 205 e LDM 204 deram lugar a novas construções nos Estaleiros Navais do Mondego.




Bissau, 1973 - Um grupo de LDM amarradas de proa à ponte-cais, vendo-se em primeiro plano a LDM 201.

Todas elas, depois de efectuarem provas e testes, foram transportadas para a Guiné em navios mercantes, onde permaneceram sempre enquanto operacionais até serem abatidas ao efectivo.

Por esta ordem, em 26Mai72 a LDM 201, em 30Nov72 a LDM 202, em 22Jun71 LDM 203, em 9Set74 a LDM204 e em 22Jun71 a LDM 205.

Muitos oficiais da Reserva Naval desempenharam missões de comando que integraram aquelas unidades navais em múltiplas missões operacionais de fiscalização, escolta, embarque e transporte de fuzileiros, militares de outros ramos, população em geral, nos comboios logísticos com material, equipamentos e abastecimentos.

Com uma guarnição de 6 homens, comandadas por um Cabo de Manobra foram, em conjunto com todas as outras classes de LDM presentes na Guiné, um importante suporte da estrutura operacional e logística da Marinha.




1973 - No rio Cacheu, próximo de Ganturé, a LDM 204 manobra de forma a atracar de braço dado com a LFG «Lira»

Que se enalteça a competência, coragem, esforço e dedicação das suas guarnições, no bom êxito conseguido das inúmeras e arriscadas missões que lhes foram atribuídas, algumas delas pagas com o sacrifício da própria vida.


Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Comissão Cultural da Marinha - 17.º Vol, 2006; fotos de arquivo de Abel de Melo e Sousa cedidas ao autor do blogue;


mls

2 comentários:

Emídio disse...

Sem laivos de saudosismos pífios, recordo sempre com grande respeito as LDs que serviram, concretamente na Guiné, as suas guarnições e o seu comando.
Deram-nos a todos lições de responsabilidade e de arte de bem fazer.
A Pátria os honra.

Ventos do Deserto disse...

Agradeço informações sobre possíveis companheiros do meu pai (1.º Cabo de Manobras Serafim dos Santos) em serviço na Guiné em duas missões.
antonio.s.santos@gmail.com
obrigado