terça-feira, agosto 29, 2017

LDM - Lanchas de Desembarque Médias, classe 400


Guiné, Angola, Moçambique, Continente, Açores e Madeira_LDM-Lanchas de Desembarque Médias, classe 400


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 27 de Abril de 2010)





Foram fabricadas 25 Lanchas de Desembarque Médias, da classe 400,. Destas unidades, foram construídas nos Estaleiros Navais do Mondego um total de 16 unidades - da LDM 401 à LDM 416 - , e as restantes 9 unidades, da LDM 417 à LDM 425, foram-no nos Estaleiros Navais do Alfeite.




Em cima, a LDM 408, na travessia da Ponte de Belém para o Lago Niassa que, no transporte conjunto com a LDM 407 e escoltadas pelo DFE 12, constituiu uma verdadeira epopeia por terra e mar

Estas novas construções, versões já modificadas das classes 200 e 300 adquiridas anteriormente aos Estados Unidos da América, iniciaram a vida operacional com a conclusão da primeira unidade em 1964, a LDM 401, sendo o aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 18 de Agosto daquele ano.




A LDM 402 navega no rio Zaire, em Angola

Entre aquela data e 15 de Julho de 1980 foram sendo progressivamente aumentadas ao efectivo substituindo, de forma faseada, parte das que se encontravam na Guiné. Para ali foram as LDM’s 410 (aumentada ao efectivo em 18.12.70) a 417 (aumentada ao efectivo em 10.07.73).

Foram enviadas para Angola as LDM 401, LDM 402, LDM 403 e LDM 409; para Moçambique – Lago Niassa, foram transportadas as LDM 404, LDM 405, LDM 407 e LDM 408; ficaram ao serviço no Continente e Ilhas as LDM 406 e LDM 418 a LDM 425. Destas últimas, algumas delas mantinham-se ainda ao serviço nos anos 80, vocacionadas para instrução, exercícios e transportes diversos.




Em cima, duas LDM da classe 400, amarradas ao cais na Escola de Fuzileiros e, em baixo, a LDM 413, com uma outra da mesma classe, já abatidas e abicadas na sucata



A LDM 419, em serviço nos Açores, afundou-se em Fevereiro de 1978, devido a um violento temporal quando navegava de S. Jorge para o Faial.

Desempenharam múltiplas missões operacionais de fiscalização, escolta, embarque e transporte de fuzileiros, militares de outros ramos, população em geral ou nos combóios logísticos de material, equipamentos e abastecimentos.

Comandadas por um Cabo de Manobra, o Patrão, e dispondo de uma guarnição de 6 homens (4 na previsão inicial de lotação normal) que integrava um Radiotelegrafista, dois Artilheiros e dois Fogueiros desempenharam com elevada competência, coragem, esforço e dedicação das suas guarnições, as tarefas cometidas.





Em cima, algumas LDM da classe 400 atracadas no cais da Escola de Fuzileiros, junto das instalações da UMD - Unidade de Meios de Desembarque e, em baixo, a LDM 405 efectua provas antes de ser enviada para Moçambique.



Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Comissão Cultural da Marinha - 17.º Vol, 2006; fotos de arquivo do autor do blogue com cedências da Escola de Fuzileiros e Revista da Armada;



mls

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