segunda-feira, janeiro 15, 2018

Guiné, LFP «Aldebaran» - P 1152


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Aldebaran» - P 1152

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 18 de Fevereiro de 2011)




A LFP «Aldebaran» a navegar na Guiné


Construída nos estaleiros do Arsenal do Alfeite, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada no dia 17 de Maio de 1968 e depois transportada para a Bissau por um navio mercante, onde chegou em 27 de Setembro daquele ano, data em que foi atribuída ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

Foi integrada na Esquadrilha de Lanchas da Guiné e a décima de um grupo de 13 unidades que constituíram a classe «Bellatrix».

Ainda que algumas delas reflectissem alterações estruturais profundas entre si, resultantes da necessidade de as adaptar aos cenários de operações, foi decidida a sua classificação na mesma classe, para simplificação de tipologias diferenciadas que poderiam implicar uma reclassificação em, pelo menos, duas classes distintas.

Este tipo de alterações em elementos da construção, bem visíveis a partir da LFP «Arcturus», fez questionar o motivo por que terá sido aumentada ao efectivo como pertencendo à mesma classe. As principais diferenças podem ser visualizadas em:


Ainda que se tenha iniciado em patrulhas de rotina em Outubro de 1968, a sua vida operacional passou a integrar também o dispositivo naval no rio Cacheu – "Operação Via Láctea".

Em 24 de Maio de 1969, foi atacada com morteiro na foz do rio Uaja, juntamento com a LDM 307. Ambas as lanchas ripostaram calando o IN e regressando a Bissau.

Entre 10 e 22 de Junho de 1970 apoiou o navio hidrográfico “Pedro Nunes” no levantamento hidrográfico do rio Mansoa.




A LFP «Aldebaran» a navegar no rio Tejo

Em 6 de Junho de 1971, após a reparação da Oerlikon, ao fazer disparo comprovativo da sua operacionalidade, o lança-foguetes disparou duas unidades em simultâneo com o disparo da Oerlikon; esta reacção originou estilhaços vários um dos quais atingiu o mestre na face esquerda, perfurando parte da fronte e ombros esquerdos.

Durante o 2.º semestre desse ano e até 1974, participou em diversas operações: "Volta Brandal", "Quarto Minguante", "Sol Nascente", "Satélite Dourado", "Guarda Patrão", "Vela Grande", "Verga Latina", "Sol Poente", "Galáxia Vermelha" e "Barracuda Negra".

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Aldebaran» os seguintes oficiais:

Reserva Naval:

2TEN RN Jacinto Saraiva Baptista, 11.º CFORN, 18Mai68/15Jul70;
2TEN RN Eduardo Jorge Alves da Silva, 15.º CEORN, 15Jul70/16Mar71;
2TEN RN Fausto Hidalgo do Nascimento, 16.º CFORN, 16Mar71/10Ago72;
2TEN RN Virgílio da Cunha Folhadela Moreira, 19.º CFORN, 10Ago72/18Abr74;
2TEN RN Valdemar Geraldo Taborda, 22.º CFORN, 18Abr74/07Set74;




Jacinto Saraiva Baptista, Eduardo Alves da Silva, Fausto Hidalgo do Nascimento e Virgílio Folhadela Moreira

Depois de mais de 6 anos de bons serviços e mais de 4700 horas de navegação, foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 7 de Setembro de 1974.

Navios da mesma classe «Bellatrix»:

LFP «Canopus», LFP «Deneb», «Espiga», LFP «Fomalhaut», LFP «Pollux», LFP «Rigel», LFP «Altair», LFP «Arcturus», LFP «Procion», LFP «Sirius» e LFP «Vega».


Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

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