terça-feira, janeiro 22, 2019

Reserva Naval no NTM «Creoula» em 24 Setembro 2011 - Organização AORN (Parte II)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 9 de Janeiro de 2012)

NTM «Creoula» e Reserva Naval (Parte II)





Passado que foi o portaló do NTM «Creoula» numa sempre tão camarada quanto calorosa recepção do Comando e Guarnição aos «veteranos Reserva Naval», familiares e convidados envolvidos, ganhou-se o permanente sentimento de um mergulho renovado no passado de cada um dos presentes que por aquelas casa terá passado algum dia.






Um pouco como quem regressou a um local familiar com que nos identificamos numa etapa de vida já não muito próxima, a apetecer desbravar de novo, dispararam-se dúvidas e questões que nos fizessem sentir actualizados. Redescobrimos a bordo, da proa à popa, o Mar e a Marinha, os ensinamentos da Escola Naval, as aulas de marinharia e postos de faina, navegação e instrumentação, e ainda muitos vocábulos perdidos nas memórias que o tempo apaga.



Num clássico modelo, o sino de bordo, fazendo parte dos «amarelos» a brunir, sempre irrepreensivelmente limpo e brilhante à custa de puxar lustro nos serviços, desperta a já habitual curiosidade pelas jocosas graçolas envolvidas no conceito.




Existem três únicas cordas a bordo dos navios, já que todas as outras, assim incorrectamente chamadas, são denominadas «cabos» ou «espias», de acordo com a arte naval. São elas, a corda do sino, a corda do relógio e “acorda que já são horas”. Uma quarta era acrescentada, à revelia da semântica naval, nas cobertas, à boca fechada, quando se cochichava que o “comandante era da corda”...



Verificada no «detalhe» a presença da guarnição, especialmente reforçada por cerca de sete dezenas de «rijos e bravos» marinheiros, pessoal em postos de faina, o «Creoula» largou da Base Naval de Lisboa no enfiamento do canal balizado, e desceu o Tejo rumo a Cascais, máquinas a vante com a força aconselhada, pano recolhido, indicativo radiotelegráfico içado e o distintivo de almirante embarcado.




O ronronar das máquinas breve se tornou parte do ruído de fundo da comitiva deixando aos presentes a apreciação do que, parecendo velho, é sempre novo. Lisboa e margem sul, vistas de dentro do rio, são sempre novidade para quem não faz esse percurso de eleição com frequência.




Num dia que tinha amanhecido cinzentão e pouco prazenteiro, mar chão, o sol decidiu contrariar a tendência, rasgando nuvens e mostrando as margens do Tejo em todo o explendor de que Lisboa disfruta. Pelo caminho vão desfilando o Terreiro do Paço, 24 de Julho e a antiga CUF, ponte 25 de Abril e Cristo-Rei, a arrojada arquitectura do edifífio da Fundação Champalimaud e a Torre de Belém.




No mesmo rumo, a passagem pelo través de estibordo de dois draga-minas germânicos, com o regulamentar cumprimento ao «Creoula» à vista do distintivo de almirante, prontamente retribuído pelo Comandante, CFR Nuno Maria d’Orey Cornélio da Silva.




Visível o perfil da serra de Sintra recortada no horizonte, a proximidade do forte da Torre, semi-rígidos com grupos de turistas que se mostravam e acenavam em passagens próximas, num evidente propósito de apreciarem de perto o elegante e sempre belo lugre.




Enquanto a navegar até ao largo da baía de Cascais, foi aproveitado o tempo para, em grupos fraccionados, serem visitados os principais compartimentos e serviços do navio com um breve descritivo histórico do «Creoulas».

Com o navio a pairar, foi dada a oportunidade aos presentes de confirmar, mais uma vez, a excelência da hospitalidade e a invulgar qualidade da taifa da Marinha, num almoço volante servido no convés com «mar pouco menos do que de patas», poupando estômagos menos predispostos a estas veleidades navais.




Palavras de agradecimento do Presidente da Direcção da AORN e do Comandante do «Creoula» e lembranças mútuas trocadas encerraram uma inesquecível jornada de camaradagem e convívio.






Depois, o regresso! Rumo invertido, o farol do Bugio próximo, o paquete «Gemini» que demanda a barra na saída do Tejo, o pessoal agora reconfortado que continua a olhar o horizonte, os comentários no reavivar de memórias em pequenos grupos, a aproximação da Base Naval de Lisboa, os rebocadores e a acostagem.




(continua)

Manuel Lema Santos
8.º CEORN




Fontes:
Texto e imagens de arquivo do autor do blogue; imagem do Creoula cedida pelo Museu de Marinha.

mls

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Reserva Naval no NTM "Creoula" em 24 Setembro 2011 - Organização AORN (Parte I)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 7 de Janeiro de 2012)

NTM «Creoula» e Reserva Naval (Parte I)




NTM «Creoula»

Introdução

0 NTM «Creoula» é um lugre de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral de Pescarias, o navio foi lançado à água no dia 10 de Maio a efectuou ainda nesse ano a sua primeira campanha de pesca. Um número a reter é o facto de o navio ter sido construído no tempo recorde de 62 dias úteis.
As obras-vivas a vante, com particular destaque para a roda de proa, tiveram construção reforçada uma vez que o navio iria navegar nos mares gelados da Terra Nova e Gronelândia.
Até à sua última campanha em 1973, o navio possuía mastaréus, retrancas e caranguejas em madeira. O gurupés, conhecido como « pau da bujarrona», que também era em madeira, deixou de existir em 1959, passando o navio a dispor apenas de duas velas de proa: giba e polaca.
As velas que agora são em dacron, material sintético mais leve e mais resistente, eram na altura feitas de lona de algodão, possuindo o navio duas andainas de pano, que eram manufacturadas pelos próprios marinheiros de bordo. O pano latino era feito com lona de algodão n° 2, o velacho (redondo) com lona de algodão n° 4 e as extênsulas com algodão n° 7, o mais resistente. As tralhas das velas eram em cabo de manila. Quanto ao aparelho fixo, esse sempre foi em aço, mas o de laborar era outrora em sizal.
O espaço que medeia hoje entre a zona da coberta de vante (coberta das praças) e a casa da máquina, era na época o porão do peixe e em cujos duplos fundos se fazia a aguada do navio. O navio estava assim dividido em três grandes secções por duas anteparas estanques que delimitavam, a vante e a ré, o porão do peixe. A vante do porão ficavam os alojamentos dos pescadores, o paiol de mantimentos e as câmaras frigoríficas para o isco; a ré, os alojamentos dos oficiais, a casa da máquina, os tanques do combustível, o paiol do pano e aprestos de pesca. Tinha ainda nos delgados de vante e de ré vários piques utilizados como reserva de aguada, armazenamento de óleo de fígado, carvão de pedra para o fogão e óleos lubrificantes.
Todo o interior do navio era revestido a madeira de boa qualidade e o porão calafetado para evitar o contacto da moura com o ferro.
O mastro de vante (traquete) servia de chaminé à caldeirinha e ao fogão a carvão, fogão este que se encontra hoje no Museu Marítimo de Ílhavo

In: https://www.marinha.pt/pt



Nota do autor:

Quando comecei a escrever este texto, tinha a ideia de que ia suceder o inevitável que mais não é do que, nas linhas rascunhadas, navegar ao sabor de um hipotético vento ou encapelado mar. Num dia inicialmente pardacento que virou excelente tarde soalheira, aquele figurino de tempo não passou de mera imaginação ao serviço de memórias que não consigo evitar quando percorro os diferentes molhes da Base Naval de Lisboa. Desculpas de um Reserva Naval que não consegue apagar no tempo a herança cultural de uma grada fatia de formação complementar adquirida e sedimentada naquelas casas, quer sob o ponto de vista académico quer como pessoa e como homem.

Parafraseando Álvaro de Campos, in «Ode Marítima”, Lisboa, 1915:

“As viagens agora são tão belas como eram dantes
E um navio será sempre belo só porque é um navio”





A AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval com o apoio da Marinha, organizou um embarque no NTM «Creoula» que teve lugar em 24 de Setembro de 2011. Desta feita, num pormenor complementar de requinte institucional, embarcaram igualmente o Chefe de Gabinete do CEMA, Contra-Almirante Francisco Braz da Silva e um oficial, primeiro-tenente médico naval, não fossem os balanços de mar cavado, o içar do velame ou a escalada pelos enfrechates criar problemas às articulações dos veteranos.




O Chefe de Gabinete do CEMA, Contra-Almirante Francisco Braz da Silva e o oficial primeiro-tenente médico naval que o acompanhou

Jornada quase obrigatória, como parte do planeamento anual de eventos a levar então a cabo pela Associação, reunia os condimentos necessários para que os antigos “marinheiros” da Reserva Naval regressem ao ambiente e fainas do mar sem que a veterania viesse a pesar negativamente nas memórias, sempre revividas na ocasião.

Foi proporcionada aos sócios e familiares da AORN um embarque naquele antigo lugre bacalhoeiro de quatro mastros, depois de uma concentração junto ao Portão Verde do Laranjeiro com transporte em autocarro até à Base Naval de Lisboa, no Alfeite. Sessão de cumprimentos finalizada, reencontros diversos testemunhados, os participantes dirigiram-se para o cais de embarque onde estava acostado o navio.




Embarque que não evitou que, pelo caminho, ao longo do cais, à esquerda e à direita, se fossem mirando e identificando outras unidades navais, onde alguns oficiais da Reserva Naval terão ocasionalmente embarcado ou prestado serviço. Visíveis o navio-escola «Sagres» o navio abastecedor «Bérrio», além de outros unidades navais onde se destacavam fragatas e navios-hidrográficos, reacendendo memórias incontornáveis ainda que fugazes.




Adormecidas nos pontões respectivos, lá estavam as corvetas «João Roby» - F487 e «António Enes» – F471 que viram nos anos 70, pela primeira vez, as águas onde navegaram.




A corveta «João Roby» participou, no final do ano de 1975, em diversas acções na ilha de Ataúro, em Timor, onde estava estacionada, aquando da invasão daquele território pela forças da Indonésia. Juntamente com a corveta «Afonso Cerqueira» que rendeu, foram as duas últimas unidades navais a abandonar aquela antiga possessão portuguesa no final daquele ano.




Na «António Enes», em comissão de 1973 até final de 1974, prestou serviço o 2TEN RN Álvaro Eduardo Osório de Meneses Bastos do 22.º CFORN que, no final do curso, após o juramento de bandeira e promoção, ali prestou serviço a partir de Outubro de 1973.

Esta corveta escoltou a célebre "Incrível Armada" constituída pelo navio-balizador «Schultz Xavier» rebocando as LFG «Argos», LFG «Dragão» e LFG «Hidra». Integraram também aquele combóio naval as LFG «Lira» e LFG «Orion» a navegarem por meios próprios e ainda as LDG«Ariete» e LDG «Alfange».

Em 3 de Dezembro de 1974 deixaram Porto Grande na ilha de S. Vicente de Cabo Verde, rumo a Angola onde atracaram no cais de Luanda depois de escalarem S. Tomé, percorridas 2.900 milhas ao longo de 19 dias de navegação.




Lá estavam acostados também os navios-patrulha «Zaire» – P1146 e «Cuanza» – P1144, navios da classe «Cacine», construídos em número total de dez unidades a partir de 1969.

Como apontamento pessoal, estive no Arsenal do Alfeite em 6 de Maio de 1969, data da entrega do NRP «Cacine», já que desempenhava as funções de ajudante de ordens do Almirante Francisco Ferrer Caeiro, então Comandante Naval do Continente e que esteve presente na cerimónia de lançamento da primeira unidade naval daquela classe.

Neles, algumas dezenas oficiais da Reserva Naval, de vários cursos, ali prestaram serviço nos teatros de Angola, Guiné, Cabo Verde ou também no Continente e Ilhas, mesmo de cursos alistados depois de 1975.

Importante referir que substituiram a anterior geração das LFG - Lanchas de Fiscalização Grandes da classe «Argos», construídas entre 1963 e 1965, especificamente para a Guerra do Ultramar e em igual número. Cerca de sete dezenas de oficiais da Reserva Naval nelas desempenharam as funções de oficiais Imediatos.




"Neta e Avó", em cima, a LFR «Sagitário» (de 2001) atracada no Alfeite e, em baixo, a LFG «Sagitário» (de 1965) a navegar no rio Cacheu, próximo de Ganturé, no ano de 1971



Já foi possível encontrar ali as descendentes, agora «netas» daquela geração anterior, as Lanchas de Fiscalização Rápida, LFR «Dragão» – P1151, LFR «Sagitário» – P1158 e LFR «Orion» – P1156.

Foram baptizadas com os mesmos nomes mas divididas em duas classes diferentes: a classe «Argos» com as LFR «Argos», LFR «Dragão», LFR «Escorpião», LFR «Cassiopeia» e LFR «Hidra» aumentadas ao efectivo em 1991, e a classe «Centauro» com as LFRLFR «Centauro» em 2000, e as LFR LFR «Sagitário», LFR «Hidra» e LFR «Orion» , estas em 2001.

Seria previsível adivinhar, num futuro próximo, o baptismo de uma outra e talvez última nova LFR «Lira», única com o nome em falta, para a renovação familiar completa das dez unidades navais aumentadas ao efectivo três a quatro décadas depois da anterior classe «Argos». Até hoje nunca veio a verificar-se. Terá havido alguma razão especial para a exclusão deste nome nas novas LFR?




"Neta e Avó", em cima a LFR «Orion» (2001) atracada no Alfeite e, em baixo, a LFG «Orion» (1964) a navegar frente ao Terreiro do Paço, antes de seguir para a Guiné



Manuel Lema Santos
8.º CEORN


(continua)




Fontes:
Texto e imagens de arquivo do autor do blogue; Setenta e Cinco Anos no Mar, Comissão Cultural da Marinha, Vols 8.º, 10.º e 15.º, Lisboa; imagens cedidas pelo Museu de Marinha (NTM «Creoula»), Comandante Adelino Rodrigues da Costa (LFG «Sagitário»), Revista da Armada (LFG «Orion»);


mls

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Anuário da Reserva Naval 1976 /1992 - Escola Naval e Escola de Fuzileiros, dos Cursos (Parte III)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 3 de Março de 2012)

Oficiais da Reserva Naval, classes de Marinha, Especialistas e Fuzileiros, que ingressaram nos Quadros Permanentes da Marinha nos cursos de 1976 a 1992


Entre 1976 e 1992, dos CFORN - Cursos de Oficiais da Reserva Naval levados a cabo quer na Escola Naval quer na Escola de Fuzileiros, houve muitos oficiais que vieram a ingressar voluntariamente nos Quadros Permanentes da Marinha.

Abordada em publicação anterior a classe de Médicos Navais, consideraremos agora separadamente cada uma das outras classe em que se verificaram situações semelhantes e que descriminamos como segue:

Classe de Marinha (5 oficiais):

Asp RN António José Nunes Remédios, 27.º CFORN, 4.2.78*, SEF
Asp RN Rui Manuel Perdigão dos Santos Coelho, 32.º CFORN, 20.9.80*, SEA
Asp RN José Manuel Fialho Lourenço, 37.º CFORN, 20.2.82* - SEH
Asp RN António José Domingos Piçarra, 44.º CFORN, 13.10.84*, SEH
Asp RN Manuel de Oliveira dos Santos, 53.º CFORN, 14.3.87*, SEE

Classe de Especialistas (3 oficiais):

Asp TE RN José Alberto Fernandes de Oliveira Robalo, 33.º CFORN, 5.7.80*, SEH
Asp TE RN João Augusto Grade Monteiro, 33.º CFORN, 5.7.80*, SEH
Asp TE RN Crispim Augusto Ramalho Araújo, 51.º CFORN, 5.7.86*, SEP

Classe de Fuzileiros (66 oficiais):

Asp FZ RN António Manuel San Payo de Araújo, 26.º CFORN, 22.5.76*, SEG
Asp FZ RN Abel de Sousa Ribeiro, 26.º CFORN, 22.5.76*, FZ
Asp FZ RN Carlos Manuel Gaspar das Neves, 2.º CFORN FZ 1976/77, 9.9.77*, SEF
Asp FZ RN Luís Jorge Rodrigues Semedo de Matos, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*,SEF
Asp FZ RN Alberto António Ova Correia, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEF
Asp FZ RN José Manuel Viegas Nunes, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEF
Asp FZ RN António da Silva Campos, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEF
Asp FZ RN João Manuel Eiras Oliveira Bernardo, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEU
Asp FZ RN José Eduardo Madureira Ferreira Costa, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, CNR
Asp FZ RN Albino Manuel Pereira de Sousa Costa, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEP
Asp FZ RN António Manuel Ferreira de Campos, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, CNR
Asp FZ RN Francisco José Rodrigues Sá Pombo, 1.º CFORN FZ 1977/78, 18.3.78*, SEG
Asp FZ RN Victor Manuel Ramos Josefino, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN António dos Santos Pereira da Costa, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN Carlos Alberto dos Santos Madureira, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN António Jorge Peixoto Miguel, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN José de Campos Beato Aleixo, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, FZ
Asp FZ RN Victor Manuel dos Santos Leite Braga, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN Manuel Leão de Seabra, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, FZ
Asp FZ RN José dos Santos Teixeira, 2.º CFORN FZ 1977/78, 16.9.78*, SEF
Asp FZ RN Fernando Rosa Milheiro, 1.º CFORN FZ 1978/79, 7.4.79*, SEF
Asp FZ RN José Marques de Matos, 1.º CFORN FZ 1978/79, 7.4.79*, SEG
Asp FZ RN José Bernardino da Costa Magalhães, 1.º CFORN FZ 1978/79, 7.4.79*, SEP
Asp FZ RN Armando Jorge Costa Pereira Lourenço, 2.º CFORN FZ 1978/79, 1.12.79*, FZ
Asp FZ RN António Manuel Lopes de Matos, 2.º CFORN FZ 1978/79, 1.12.79*, FZ
Asp FZ RN Fernando de Andrade Bernardo, 2.º CFORN FZ 1978/79, 1.12.79*, SEP
Asp FZ RN José Joaquim Furtado Martins, 2.º CFORN FZ 1978/79, 1.12.79*, SEP
Asp FZ RN José Júlio Felicidade Caineta, 1.º CFORN FZ 1979/80, 29.3.80*, FZ
Asp FZ RN António Augusto Pereira Leite, 1.º CFORN FZ 1979/80, 29.3.80*, FZ
Asp FZ RN Virgílio Manuel Seixas Nunes, 1.º CFORN FZ 1979/80, 29.3.80*, SEP
Asp FZ RN Fernando José dos Santos Silva, 1.º CFORN FZ 1979/80, 29.3.80*, SEP
Asp FZ RN António Luís Ouro Vieira, 2.º CFORN FZ 1979/80, 29.11.80*, SEU
Asp FZ RN Abílio Manuel Narciso Ramalho Silva, 2.º CFORN FZ 1979/80, 29.11.80*, SEG
Asp FZ RN José Manuel Cardoso Neto Simões, 2.º CFORN FZ 1979/80, 29.11.80*, SEF
Asp FZ RN Francisco Tomás Trindade Leitão, 2.º CFORN FZ 1979/80, 29.11.80*, SEF
Asp FZ RN Carlos Manuel Fonseca de Oliveira, 1.º CFORN FZ 1980/81, 28.3.81*, SEP
Asp FZ RN Victor Manuel Dias Martins, 1.º CFORN FZ 1980/81, 28.3.81*, SEU
Asp FZ RN José Manuel Morais Torres Borges, 1.º CFORN FZ 1980/81, 28.3.81*, SEP
Asp FZ RN João Manuel Alegria de Sousa, 1.º CFORN FZ 1980/81, 28.3.81*, SEP
Asp FZ RN José Eduardo Garcia Faria, 2.º CFORN FZ 1980/81, 28.11.81*, SEP
Asp FZ RN Carlos Manuel Pereira, 1.º CFORN FZ 1981/82, 23.4.82*, SEP
Asp FZ RN Francisco Manuel Ferreira Tavares, 2.º CFORN FZ 1981/82, 4.12.82*, SEG
Asp FZ RN José Manuel Rebocho Pais Neves Varela, 2.º CFORN FZ 1981/82, 4.12.82*, SEF
Asp FZ RN Jorge António Oliveira da Silva Rocha, 2.º CFORN FZ 1981/82, 4.12.82*, SEP
Asp FZ RN Álvaro Etelvino de Oliveira Baptista, 1.º CFORN FZ 1982/83, 9.4.83*, SEP
Asp FZ RN Rui Martins Gonçalves, 1.º CFORN FZ 1982/83, 9.4.83*, SEP
Asp FZ RN Gilberto Lourenço Rosa Ferreira, 2.º CFORN FZ 1982/83, 17.12.83*, SEP
Asp FZ RN Luís Manuel Teixeira Fonseca, 2.º CFORN FZ 1982/83, 17.12.83*, SEF
Asp FZ RN Álvaro José Carvalho Relvas, 2.º CFORN FZ 1982/83, 17.12.83*, SEF
Asp FZ RN Jorge António de Oliveira Pascoal, 1.º CFORN FZ 1983/84, 31.3.84*, SEP
Asp FZ RN Gil Valentim dos Santos Lopes, 2.º CFORN FZ 1983/84, 21.7.84*, SEG
Asp FZ RN Rui Manuel Reino Baptista, 2.º CFORN FZ 1983/84, 21.7.84*, SEH
Asp FZ RN António Manuel Sousa Prelhaz, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEH
Asp FZ RN Alfredo José Martins Rodrigues, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEP
Asp FZ RN Sérgio Miguel Sousa A. Rocha Trindade, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEG
Asp FZ RN António Rodrigo P. Martins Pinheiro, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEH
Asp FZ RN José Carlos de Jesus Dinis, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEP
Asp FZ RN Virgílio Manuel Oliveira Mesquita Chim, 1.º CFORN FZ 1984/85, 13.4.85*, SEH
Asp FZ RN José Manuel Carvalho Neto, 1.º CFORN FZ 1985/86, 5.4.86*, SEP
Asp FZ RN António Luis P. Costa Brito, 1.º CFORN FZ 1985/86, 5.4.86*, SEP
Asp FZ RN António José Sempiterno Ribeiro, 1.º CFORN FZ 1985/86, 5.4.86*, SEP
Asp FZ RN Paulo Jorge de Oliveira Vieira, 2.º CFORN FZ 1985/86, 19.7.86*, SEP
Asp FZ RN Paulo Jorge Oliveira Fernandes, 2.º CFORN FZ 1985/86, 19.7.86*, SEG
Asp FZ RN Jorge Manuel Agostinho Robalo, 2.º CFORN FZ 1986/87, 18.7.87*, SEP
Asp FZ RN Nuno Galhardo Leitão, 1.º CFORN FZ 1988/89, 4.2.89*, SEU
Asp FZ RN Júlio José Galo Penim Garcia, 2.º CFORN FZ 1988/89, 22.7.89*, SEP

* Data de promoção a Aspirante


(conclusão)




Sobre o mesmo tema já foram publicados os seguintes "posts":





Nota:
Agradecemos que nos seja comunicada qualquer gralha encontrada num trabalho que, apesar do cuidado havido, foi de complexa pesquisa e compilação; na sequência desta nota e do comentário efectuado:

Foi retirado da listagem por indevidamente inserido:
• Asp FZ RN Fernando Eduardo O. Marques Trindade, 1.º CFORN FZ 1985/86, 5.4.86*, SEP

Passou a estar listado, conforme comentário já verificado:
• Asp FZ RN António Luis P. Costa Brito, 1.º CFORN FZ 1985/86, 5.4.86*, SEP


Fontes:
Texto e imagem de arquivo do autor; "Anuário da Reserva Naval 1976-1992", Manuel Lema Santos, Edição AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, 2011;


mls

terça-feira, janeiro 15, 2019

Bissau, 1967 - Reserva Naval por ocasião da rendição de Comando da LFG «Lira»


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 15 de Junho de 2006)

Bissau - Rendição de Comando da LFG «Lira»





1TEN Carlos Dias Souto, Comandante da LFG «Lira».
Ao colo, o ainda pequenote "Caju", mascote de bordo adoptado de uma ninhada da "Boneca" da LFG «Orion», ambas atracadas de braço dado na ponte-cais em Bissau


Em Bissau, o 1TEN Carlos Fernando Dias Souto rendeu nas funções de Comandante da LFG «Lira», em 24 de Janeiro de 1967, o 1TEN António Aníbal de Andrade Baptista Lopes, o primeiro a desempenhar o cargo desde naquela unidade naval que tinha sido aumentada ao efectivo dos navios da Armada, em 19 de Junho de 1964.





1TEN António Baptista Lopes, Comandante cessante e Imediato 2TEN RN Jorge Calado Marques

Na altura o primeiro oficial Imediato, 2TEN RN Amadeu Leão Santos Rodrigues do 6.º CEORN, também já tinha sido substituído nas funções pelo STEN RN Jorge Manuel da Silva Calado Marques do 8.º CEORN, desde 2 de Junho de 1966.




Ilha de S.Vicente, Mindelo - O 2TEN RN Amadeu Leão Rodrigues junto do mural que ele próprio pintou,
no paredão do porto


Nesta data as LFG «Argos» (02Fev65), LFG «Dragão» (02Fev65) e LFG «Escorpião» (21Dez64) já tinham deixado o teatro da Guiné, esta última rumo a Angola e as duas primeiras rumo a Moçambique.

Nas 5 LFG - Lanchas de Fiscalização Grandes estacionadas na Guiné, as LFG «Cassiopeia», LFG «Hidra», LFG «Lira», LFG «Orion» e LFG «Sagitário» e que ali cumpriram todo o tempo de vida operacional, enquanto teatro da Guerra do Ultramar, 4 dos Imediatos eram do mesmo 8.º CEORN. Todos iniciaram funções no mesmo dia 2 de Junho de 1966.

Apenas a LFG «Sagitário» estava desfasada um ano e um curso Reserva Naval, pertencendo o oficial Imediato 2TEN RN Francisco de Orey e Cunha ao 7.º CEORN, vindo a ser substituído pelo STEN RN José Horácio Gomes de Miranda do 9.º CFORN em 1967.




2TEN RN Manuel Lema Santos - LFG «Orion» e 2TEN José Horácio Miranda - LFG «Sagitário», posam antes de um jogo de futebol

Por ocasião da rendição, com a LFG atracada em Bissau e a bordo desta, na popa junto à peça de ré, houve um simbólico convívio comemorativo do acontecimento em que estiveram presentes, além do Comandante da Defesa Marítima da Guiné, o Comodoro Francisco Ferrer Caeiro, alguns dos oficiais das unidades navais naquela altura atracadas na ponte-cais, bem como outros do CDMGuiné e também do INAB - Instalações Navais de Bissau.




Em cima, da esquerda para a direita: 2TEN RN Emídio Aragão Teixeira (LFP «Deneb»), 2TEN RN Manuel Sousa Torres (LFP «Bellatrix»), Comodoro Francisco Ferrer Caeiro (Comandante da Defesa Marítima da Guiné), 2TEN RN Jorge Calado Marques (LFG «Lira») e 2TEN FZ RN Américo dos Santos Pinto (DFE 3);

Em baixo, da esquerda para a direita: 2TEN RN Emídio Aragão Teixeira (LFP «Deneb»), 2TEN RN Manuel Sousa Santos (LFG «Cassiopeia»), 2TEN RN Abílio Martins Silva (LFG «Hidra») e 2TEN RN Manuel Sousa Torres «LFP «Bellatrix»






Algumas senhoras presentes abrilhantaram o evento. Como curiosidade pode observar-se que alguns dos improvisados bancos para os convidados eram cunhetes de munições das peças Bofors, ainda que vazios...claro!


Fontes:
Texto redigido, compilado e adaptado pelo autor do blogue com imagem de arquivo do espólio pessoal, com cedências de Carlos Dias Souto (CMG) e Jorge Calado Marques (2TEN RN); Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Comissão Cultural de Marinha, Lisboa, 1992;


mls

domingo, janeiro 13, 2019

Anuário da Reserva Naval 1976 /1992 - Escola Naval e Escola de Fuzileiros, dos Cursos (Parte II)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 22 de Fevereiro de 2012)

Cursos de Formação Oficiais da Reserva Naval, 1976-1992


Entre 1976 e 1992, considerando apenas a classe de Médicos Navais, foram formados 247 oficiais no conjunto dos dois estabelecimentos de ensino, correspondendo 177 à Escola Naval e 70 à Escola de Fuzileiros.

Dos 41 CFORN's - Cursos de Oficiais da Reserva Naval, realizados na Escola Naval, 17 deles incluiram a classe de Médicos Navais e dos 37 realizados na Escola de Fuzileiros, 6 também incorporaram aquela classe, integrados nos cursos designados por:

1.º CFORN TE 1988/1989 (Maio 1989)
1.º CFORN TE 1989/1990 (Novembro 1989)
1.º CFORN TE 1990/1991 (Outubro 1990)
2.º CFORN TE 1990/1991 (Março 1991)
1.º CFORN TE 1991/1992 (Janeiro 1992)
2.º CFORN TE 1991/1992 (Abril de 1992)

O 33.º CFORN (09JUN80) e o 39.º CFORN (31MAI82), ambos com 24 elementos, foram os dois cursos em que mais profissionais médicos se alistaram. Na situação inversa, com o menor número de alunos incorporados, encontra-se 1.º CFORN TE 1991/1992, com apenas um médico naval inscrito.

Da totalidade de oficiais da Reserva Naval, classe de Médicos Navais, 25 ingressaram nos Quadros Permanentes. Foram eles:

Asp MN RN Fernando David, 26.º CFORN, 22.5.76*
Asp MN RN Pedro Silvano Lau Ribeiro, 26.º CFORN, 22.5.76*
Asp MN RN João Pedro Guerreiro Monteiro Ferreira, 28.º CFORN, 1.7.78*
Asp MN RN Valdemar Goulart Porto, 28.º CFORN, 1.7.78*
Asp MN RN Eduardo Teles Castro Martins, 33.º CFORN, 5.7.1980*
Asp MN RN Artur Augusto Teixeira Pereira de Castro, 33.º CFORN, 5.7.80*
Asp MN RN Luis Casimiro Sentieiro Ferreira da Silva, 33.º CFORN, 5.7.80*
Asp MN RN Armando Filipe da Silva Roque, 33.º CFORN, 5.7.80*
Asp MN RN Veríssimo Manuel Martins de Jesus, 33.º CFORN, 5.7.80*
Asp MN RN Joaquim Henrique Pedreira Alves da Silva, 36.º CFORN, 9.5.81*
Asp MN RN Jorge Manuel Pinto do Nascimento, 36.º CFORN, 9.5.81*
Asp MN RN Carlos Manuel Sena Andrade Brizido, 39.º CFORN, 3.7.82*
Asp MN RN Carlos Manuel Rodrigues Gaspar, 39.º CFORN, 3.7.82*
Asp MN RN João Vasques da Silva Pires, 42.º CFORN, 23.6.83*
Asp MN RN José Rodrigo Nobre Moreira, 42.º CFORN, 23.6.83*
Asp MN RN Mário António Castanheira Neves, 45.º CFORN, 7.7.84*
Asp MN RN João José Bileu Umbelino, 45.º CFORN, 7.7.84*
Asp MN RN Nelson Octávio Castela Lourenço dos Santos, 48.º CFORN, 28.8.85*
Asp MN RN António Joaquim Casquinha de Faria, 48.º CFORN, 28.8.85*
Asp MN RN João Luis Alves Monteiro Leitão, 51.º CFORN, 5.7.86*
Asp MN RN José Joaquim de Carvalho Marques Peralta, 56.º CFORN, 11.7.87*
Asp MN RN Juan Miguel Serrano Geraldes Barba, 60.º CFORN, 14.7.88*
Asp MN RN José Manuel Jesus Silva, 60.º CFORN, 14.7.88*
Asp MN RN Fernando Afonso da Costa Dias, 1.º CFORN TE 1988/89, 3.6.89*
Asp MN RN Francisco José da Silva Pereira Buínho, 1.º CFORN TE 1988/89, 3.6.89*

Só por si, o 33.º CFORN (09JUN80**) contribuiu com 5 elementos para aquele ingresso. Desse curso ascenderam ao posto de Contra-Almirante, os médicos Eduardo Teles de Castro Martins e Armando Filipe da Silva Roque.

Do 28.º CFORN (03ABR78**) ascendeu igualmente ao posto de Contra-Almirante o médico Valdemar Goulart Porto.

Os dois primeiros oficiais da Reserva Naval, da classe de Médicos Navais, a integrarem os Quadros Permanentes pertenceram ao 26.º CFORN (26ABR76**) e foram os médicos Fernando David e Pedro Silvano Lau Ribeiro.


* Data de promoção a Aspirante
** Data de incorporação




(concluiremos em publicação futura com a classe de Fuzileiros)




Sobre o mesmo tema já foram publicados os seguintes "posts":




Fontes:
Texto e imagem de arquivo do autor; "Anuário da Reserva Naval 1976-1992", Manuel Lema Santos, Edição AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, 2011;


mls

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Anuário da Reserva Naval 1976 /1992 - Escola Naval e Escola de Fuzileiros, dos Cursos (Parte I)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 20 de Fevereiro de 2012)

Cursos de Formação Oficiais da Reserva Naval, 1976-1992





No seguimento da Introdução e Evolução dos Cursos do Anuário da Reserva Naval, 1976-1992, é interessante constatar que:

Entre 1976 e 1992 foram realizados 78 CFORN – Cursos de Formação de Oficiais da Reserva Naval, dos quais 41 na Escola Naval e 37 na Escola de Fuzileiros, num total de 1.885 oficiais.

Os cursos da Escola Naval tiveram lugar entre 1976 e 1991, iniciando-se com o 26.º CFORN e terminando com o 66.º CFORN, formando um total de 942 oficiais, sendo:

– 415 da classe de Marinha;
– 005 da classe de Engenheiros Construtores Navais;
– 177 da classe da Médicos Navais;
– 006 da classe de Farmacêuticos Navais;
– 300 da classe de Especialistas;
– 025 da classe de Técnicos;
– 014 da classe de Fuzileiros;

Estes últimos apenas tiveram de comum a admissão, já que a formação completa foi da responsabilidade da Escola de Fuzileiros.

Os cursos da Escola de Fuzileiros reiniciaram-se com o 1.º CFORN FZ 1976, neste ano, e tiveram o epílogo com o 2.º CFORN TE 1991/1992, neste último ano, formando 943 oficiais e tido como o último curso Reserva Naval.

Foram aprovados:

– 005 oficiais da classe de Construtores Navais;
– 070 da classe de Médicos Navais;
– 005 da classe de Farmacêuticos Navais;
– 186 da classe de Especialistas;
– 025 da classe de Técnicos;
– 652 da classe de Fuzileiros;

Singular e meramente casual a proximidade do número de oficiais formados em cada um dos estabelecimentos de ensino.

Os cursos efectuados na Escola de Fuzileiros ou foram especificamente da classe de Fuzileiros ou, sendo de outras classes, como Engenheiros Construtores Navais, Médicos Navais, Farmacêuticos Navais, Especialistas ou Técnicos, perderam a anterior sequência numérica, foram em número de seis, e designaram-se de:

– 1.º CFORN TE 1988/1989 (Maio 1989);
– 1.º CFORN TE 1989/1990 (Novembro 1989);
– 1.º CFORN TE 1990/1991 (Outubro 1990);
– 2.º CFORN TE 1990/1991 (Março 1991);
– 1.º CFORN TE 1991/1992 (Janeiro 1992);
– 2.º CFORN TE 1991/1992 (Abril de 1992);

Sobre o mesmo tema já foram publicados os seguintes posts:





Fontes:
Texto e imagem de arquivo do autor; "Anuário da Reserva Naval 1976-1992", Manuel Lema Santos, Edição AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, 2011;


mls

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Anuário da Reserva Naval 1976-1992 e o 33.º CFORN


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 26 de Dezembro de 2011)

Palavras do CAlm Médico Naval Eduardo Teles de Castro Martins


Em 14 de Junho de 2011, por ocasião do 16.º Aniversário da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, no Museu de Marinha - Pavilhão das Galeotas, com a presença do Vice-Almirante José Augusto Vilas Boas Tavares, então Director da Comissão Cultural de Marinha, diversas Entidades e Convidados, foi apresentado a obra "Anuário da Reserva Naval 1976-1992" da autoria de Manuel Lema Santos, do 8.º CEORN-Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval numa edição apoiada por aquela Associação.





O Contra-Almirante médico naval Eduardo Teles de Castro Martins que pertenceu o 33.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Escola Naval, 1980 e, mais tarde, passou a integrar os Quadros Permanentes da Marinha de Guerra Portuguesa, proferiu as seguintes palavras na ocasião:

Neste tempo em que começo a olhar para trás, para o percurso tido, e o faço com a actividade sensorial mais desperta, é impossível não me deter no ano de 1980. A contemplação desencadeia uma dualidade de sentimento. Bom, quando me sinto, hoje, satisfeito, incluído e totalmente identificado com a Marinha. Mau, quando recordo o impacto que sofri ao constatar o resultado do sorteio dos médicos do meu curso, para encontrar aqueles que deveriam cumprir o serviço militar obrigatório.

Lá vinha, à cabeça, e no primeiro grupo, o meu nome. Foi, então, profundo o mal estar inicial de quem iria ser militar sem o desejar, de quem veria a carreira que ambicionava atrasada face aos seus pares, de quem ia interromper uma das mais aliciantes experiências da vida clínica, o Serviço Médico à Periferia e de quem imaginava já o impacto que, na hora, a redução brutal dos seus parcos rendimentos iria provocar. Esse mal-estar começou a ceder quando tive conhecimento que, afinal, me estava reservado o Serviço na Marinha. Menos mau!

Vencido o tempo inicial na Escola Naval e começada a participação no serviço de Saúde Naval, tudo se modificaria. Afinal o Hospital da Marinha, que teria o privilégio de vir um dia a dirigir, o então Gupo n.º 1 de Escolas da Armada, as corvetas e as fragatas, em que fiz múltiplos serviços SAR, mostraram-me, progressivamente, um outro Mundo, que desconhecia.

Um Mundo com REGRAS, com CULTURA PRÓPRIA, com GENTE BOA, com código de valores bem definido, com sentido de responsabilidade, onde ser solidário e leal é genético, onde a amizade se instala com naturalidade, cresce solidamente e nos marca profundamente. Afinal, aqui, era tão fácil e tão gratificante ser médico. Foi um mundo novo cheio de oportunidades que se abriu.

Sem ingressar na Reserva Naval não teria conhecido a Marinha, sem conhecer a Marinha não seria a mesma pessoa, não teria tido oportunidade de idealizar, desenvolver e concretizar, até ao patamar desejado, uma carreira clínica, académica e militar. Percebi por experiência feita e emoção vivida, porque sendo cidadão de raiz desse Alentejo Norte interior, afinal a minha terra é uma terra de marinheiros.

Quando entrei na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa jamais admitiria vir a ser militar e sou! Sou, livremente, por opção e com um profundo prazer.

Permitam que vos confidencie que os últimos 2-3 anos me ensinaram que sendo militar só poderia ser marinheiro. Perguntarão porquê? Pois, porque tive que confrontar o estar, o sentir e o pensar, na tentativa de edificação de uma estrutura conjunta, com outros militares da área da saúde e constatei que a cultura que aprendi na Marinha é única e já me é genética. Senti que não poderia ser outra coisa que não médico naval, senti, sobretudo, que não quero ser outra coisa que não seja ser médico da Marinha.

Por tudo isto perceberão o que significa para mim ser sócio e membro do pleno direito da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval. Foi dolorosa e imposta a minha entrada na Reserva Naval, é voluntário e desejado o meu retorno à Reserva Naval.

Tentarei ser digno desta nossa associação e tudo farei para o seu engrandecimento.



Eduardo Teles de Castro Martins
Contra-Almirante MN
Lisboa, 14 de Julho de 2011









Edição disponível no Secretariado da Associação:

Rua da Junqueira, 1300-342 Lisboa
Telefone: 21 362 68 40 – Horário das 15 às 20H
aorn95@reservanaval.pt




Fontes:
Alocução do Contra-Almirante MN Eduardo Teles de Castro Martins, por ocasião da apresentação do Anuário da Reserva Naval 1976-1992, Manuel Lema Santos, Edição AORN 2011;


mls

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Guiné, 1 de Junho de 1966 - Oficiais do 8.º CEORN promovidos a Subtenentes


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 15 de Julho de 2006)

Promoções de Aspirantes a Oficial do 8.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval a Subtenentes da Reserva Naval





A mensagem acima publicada, comunica da Superintendência do Serviço de Pessoal para o Comando de Defesa Marítima da Guiné a promoção a Subtenentes da Reserva Naval, a partir de 1 de Junho de 1966, de todos os oficiais da Reserva Naval - 8.º CEORN que para ali tinham sido destacados em serviço:

1966

Classe de Marinha:

• Asp RN - Manuel Lema Pires dos Santos, NRP «Orion»;
• Asp RN - Emidio Guilherme Mendes Aragão Teixeira, NRP «Deneb»;
• Asp RN - Carlos Alberto Lopes, NRP «Canopus»
• Asp RN - Jorge Manuel da Silva Calado Marques, NRP «Lira»;
• Asp RN - Abílio dos Santos Martins Silva, NRP «Hidra»;
• Asp RN - Manuel Henrique Vieira de Sousa Torres, NRP «Bellatrix»;
• Asp RN - Júlio Conceição Ribeiro Coelho, Comando da Esquadrilha de Lanchas;
• Asp RN - José Carlos Pereira Marques, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
• Asp RN - Afonso Henriques da Costa, Comando de Defesa Marítima da Guiné;
• Asp RN - Manuel de Sousa Santos, NRP «Cassiopeia»;
• Asp RN - António José Cardoso da Silva, NRP «Pedro Nunes» (alguns meses mais tarde);

Classe de Administração Naval:

• Asp RN (AN)- José António de Fátima Fragoeiro, Comando de Defesa Marítima da Guiné;

Promovidos a 2TEN RN, no final do tempo de comissão recolheram à DSP - 1.ª Repartição a fim de serem licenciados.

O 2TEN RN Manuel Lema Pires dos Santos prolongou o tempo de serviço na Armada. Promovido a 1TEN RN em Outubro de 1972, foi licenciado a pedido.

Do mesmo 8.º CEORN, foram igualmente destacados mais tarde para missões na Guiné os seguintes oficiais:

1968

Classe de Marinha:

• 2TEN RN José Joaquim de Sousa Ferreira Martins, NRP «Aljezur» (no regresso da comissão ingressou nos QP da Armada no Serviço Especial de Hidrografia);

1972

Classe de Fuzileiros:

• 1TEN FZE Adelino Carlos Mendes da Silva, Comandante do DFE 12, 1972/74 (depois de ter ingressado nos QP após comissão em Angola na CF 10, concluída como 2TEN FZE RN);

• 1TEN FZE José Manuel Matos Moniz, Comandante do DFE 21, 1972/74 (depois de ter ingressado nos QP após comissão em Moçambique no DFE 1, concluída como 2TEN FZE RN);


Fontes:
Texto redigido, compilado e adaptado pelo autor do blogue com imagem de arquivo do espólio pessoal; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Comissão Cultural de Marinha, Lisboa, 1992; Imagem do Arquivo de Marinha;


mls

terça-feira, janeiro 08, 2019

8.º CEORN, Maio 1966 - Adega Mesquita, Lisboa


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 15 de Julho de 2006)

Grupo de oficiais do 8.º CEORN na "Adega Mesquita", em Lisboa


Dias depois do Juramento de Bandeira e da promoção a Aspirantes a Oficial, um grupo de elementos do 8.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval, reuniu-se num jantar-convívio na Adega Mesquita, em Lisboa.

Quase de seguida seriam destacados para os teatros e unidades indicadas onde ficariam a prestar serviço.




Da esquerda para a direita:

• Manuel Henrique Vieira de Sousa Torres (M), Guiné - LFP «Bellatrix»;
• Manuel Lema Pires dos Santos (M), Guiné - LFG «Orion»;
• José Manuel Matos Moniz (FZ), Moçambique - DFE 1;
• Ismael Ventura de Oliveira Cavaco (EMQ), Continente - LFP «Dourada»;
• João Manuel Monteiro Stichaner Lacasta (ECN), Continente - Inspecção de Construção Naval;
• O "Velho Mesquita";
• Rui Camargo de Sousa Eiró (FZ), Angola - CF 1;
• António Manuel Salvador Simões Pereira (EMQ), Continente - LFP «Espadilha»;
• Fernando Nunes Serra (EMQ), Continente - NRP «Santo André»


Fontes:
Texto redigido, compilado e adaptado pelo autor do blogue com imagem de arquivo do espólio pessoal; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Comissão Cultural de Marinha, Lisboa, 1992;


mls

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Guiné - LFG «Orion» e Reserva Naval


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 3 de Julho de 2016)

Guiné, 2 de Junho de 1966 - Rendição do Oficial Imediato


Já se completou mais de meio século - 52 anos - que assumi na Guiné as funções de Oficial Imediato da LFG «Orion», a Lancha de Fiscalização Grande P362, lugar para que tinha sido nomeado, rendendo em cerimónia simples de apresentação, com toda a guarnição presente, o camarada de um curso da Reserva Naval anterior ao meu que para ali tinha ido desempenhar as mesmas funções dois anos antes.




Na foto, em primeiro plano, encostado à peça de vante (proa) o então Comandante da LFG - Lancha de Fiscalização Grande «Orion», 1TEN Rui Sá Vaz (hoje CMG).

À sua direita, o 2TEN RN Virgilio Cabrita da Silva, camarada do 6.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval que substituí. Ainda mais à sua direita, o recém-chegado "maçarico" STEN RN Manuel Lema Santos do 8.º CEORN, com a restante guarnição de Sargentos e Praças presente.

Quase dois anos mais tarde, em natural sucessão, repetiu-se o procedimento em idênticas circunstâncias cedendo as funções a outro camarada de um curso mais moderno, STEN RN Luis Mendes do nascimento, 10.º CFORN, que me substituiu em Bissau sem a minha presença, por me encontrar em Cabo Verde.

A LFG «Orion», em procedimento rotineiro estava no Porto Grande de S. Vicente - Mindelo para conservação e fabricos. Na altura encontrava-me no desempenho das funções de Comandante, na "ausência por motivo de férias" do titular do cargo.

Ali terminei a comissão a 12 de Maio. Depois de um vôo de curta duração de S. Vicente para a ilha do Sal, deixei o aeroporto de Espargos para Lisboa num Boing 727 da TAP.

Fui autorizado a regressar directamente sem passagem pela Guiné, por motivo de falecimento do meu pai, semanas antes, a 23 de Abril.

Para a LFG «Orion» o acontecimento teve lugar 18 emboscadas ou flagelações, 32 impates e um ferido grave depois. A guarnição regressou toda, não sem que se vivessem momentos de risco e tensão mas também de coragem, dedicação e determinação.




Excepcional espírito de camaradagem, apoio e solidariedade de uma guarnição que lembro sempre com muita saudade e amizade, também pelos belos momentos de convívio havidos.

Expresso um cumprimento especial aos que já não se encontram entre nós por nos terem deixado prematuramente.


Fontes:
Texto redigido, compilado e adaptado pelo autor do blogue; Imagens de arquivo do espólio pessoal do autor, então oficial Imediato da LFG «Orion»; imagem da guarnição cedida pelo então 1TEN Rui Sá Vaz, Comandante da LFG «Orion»;


mls