quinta-feira, janeiro 18, 2018

19.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Set1971


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 23 de Julho de 2010)



Listagem completa do 19.º CFORN.




Escola Naval – Juramento de Bandeira do 19.º CFORN.


Foi o segundo curso realizado no ano de 1971 que, a exemplo de anos anteriores seria assinalado pela incorporação de dois cursos de formação de oficiais da Reserva Naval.

O 19.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, foi alistado em 19 de Setembro de 1971 e concluiu-se a 12 de Abril de 1972.

Foram incorporados 115 cadetes assim distribuídos pelas várias classes: 23 cadetes na classe de Marinha, 1 cadete da classe de Médicos Navais, 6 cadetes da classe de Engenheiros Maquinistas Navais, 32 cadetes da classe de Administração Naval, 28 cadetes na classe de Fuzileiros e 25 cadetes na classe de Técnicos Especialistas.




Emídio Branco Xavier, LFP «Alvor», Francisco Luis Ramalho do Nascimento, LFP «Júpiter», Virgílio Manuel da Cunha Folhadela Moreira, LFP «Aldebaran» e Vitor António Morgado Ferreira Mota, LFP «Vénus»

Foi, de todos os cursos realizados entre 1958 e 1975 o mais numeroso, tendo contribuído para isso a classe de Administração Naval, a maior de sempre. Contribuiram também significativamente as classes de Técnicos Especialistas e Fuzileiros. A Marinha dedicava mais atenção às áreas de formação técnica, gestão e instrução.

Comandava a Escola Naval o Contra-Almirante Pedro Fragoso de Matos e foi Director de Instrução o Capitão-de-Mar-e-Guerra Eugénio Eduardo da Silva Gameiro.




O Contra-Almirante Pedro Fragoso de Matos, Comandante da Escola Naval e o Director de Instrução, Capitão-de-Mar-e-Guerra Eugénio Eduardo da Silva Gameiro.

No final do período de instrução, o Prémio “Reserva Naval” foi entregue ao cadete da classe de Técnicos Especialistas, José Domingos Maria Rosa. Este prémio destinava­-se a galardoar o aluno com classificação mais elevada no conjunto da frequência escolar e da apreciação de carácter militar.




O cadete TE RN José Domingos Maria Rosa, Prémio Reserva Naval

Em Julho, tinha sido iniciada a publicação da Revista da Armada, destinada essencialmente à divulgação interna das actividades da Marinha e que se tornou numa fonte documental indispensável para o conhecimento institucional da Armada.

Durante o ano de 1971, para a prossecução do plano de modernização da Marinha, conjuntamente com a necessidade de reforçar os meios navais empenhados na Guerra do Ultramar, foram aumentados ao efectivo dos navios da Armada o navio-patrulha «Zaire» e a LDG «Alabarda». Em 1972, vieram ainda reforçar aquele dispositivo a LF «Sabre», o navio balizador «Schultz Xavier», o navio-patrulha «Zambeze» e o navio hidrográfico «Almeida Carvalho».

No decorrer do mesmo ano de 1971, foram abatidos ao mesmo efectivo a fragata «Nuno Tristão», o caça-minas «Santa Maria», o navio-patrulha «Santo Antão» e a LFP «Tete» e, em 1972, seguiram idêntico destino as fragatas «Álvares Cabral» e «D. Francisco de Almeida», e as LFP «Canopus», LFP «Deneb» e LFP «Algol».

Muitos oficiais da Reserva Naval desempenharam missões e viriam a fazê-lo nestes navios, quer nos entretanto abatidos quer nos aumentados ao efectivo, todos eles tendo representando um papel relevante na História da Reserva Naval. Relevante o facto de terem ficado a desempenhar missões no Continente e Ilhas 76 oficiais deste curso.

Houve uma normal mobilização dos elementos deste curso como Comandantes, Oficiais Imediatos de navios, Oficiais de Guarnição, integrando Companhias e Destacamentos de Fuzileiros ou Unidades e Serviços em terra, tendo sido designados para prestar serviço em África, ou Continente e Ilhas, os seguintes oficiais:

Guiné (20 Oficiais):

2TEN RN Alfredo Augusto Cunhal Gonçalves Ferreira, LFG «Sagitário»;
2TEN RN José Manuel Soares Dionísio, LFG «Sagitário»;
2TEN RN Emídio Branco Xavier, LFP «Alvor»;
2TEN RN Virgílio Manuel da Cunha Folhadela Moreira, LFP «Aldebaran;
2TEN RN José Aparício dos Reis, LFG «Cassiopeia»;
2TEN RN José Alfredo Queiroga de Abreu Alpoim, LFG «Argos»;
2TEN RN Luís Alberto Moreira Pires e Pato, LDG «Alfange»;
2TEN AN RN José Manuel do Nascimento e Oliveira Covas, CDMGuiné;
2TEN AN RN Miguel Ângelo da Cunha Teixeira e Melo, CDMGuiné;
2TEN FZ RN António Patrício de Sousa Betâmio de Almeida, CDMGuiné;
2TEN FZ RN José Manuel Correia Pinto, CDMGuiné;
2TEN FZ RN Celestino Augusto Froes David, CF 12;
2TEN FZ RN João Pedro Tavares Carreiro, CF 2;
2TEN FZ RN Manuel Maria Romãozinho Alves Ferreira, CF 2;
2TEN FZE RN João Carlos Cansado da Costa Corvo, DFE 22;
2TEN FZE RN José Manuel de Carvalho Passeira, DFE 22;
2TEN FZE RN João Frederico de Saldanha de Carvalho e Meneses, DFE 21;
2TEN FZE RN Manuel Maria Peralta de Castro Centeno, DFE 21;
2TEN FZE RN José Manuel da Silva Morgado, DFE 12;
2TEN FZE RN Luís Pereira Coutinho Sanches de Baena, no DFE 12;




Visita do Comandante da Defesa Marítima da Guiné, Comodoro Moura da Fonseca, à Tabanca Nova da Armada. Visíveis, da esquerda para a direita: 2TEN FZE RN Rodrigues da Hora (11.º CFORN), STEN FZE RN Carvalho e Meneses (19.º CFORN), STEN FZE RN Carvalho Passeira (19.º CFORN), STEN FZE RN Castro Centeno (19.º CFORN) e Comodoro Moura da Fonseca.



Em 24 de Janeiro de 1971 foi comunicado ao país o veredicto com que a Assembleia Nacional Guineense, eleita em “Tribunal Revolucionário Supremo”, castigou os réus implicados nos acontecimentos de 22 de Novembro de 1970, consequência da operação “Mar Verde” à Guiné-Conakry. Foram condenados à morte 91 pessoas, 66 a trabalhos forçados perpétuos e confiscados todos os bens dos condenados. Foram expulsas do país 16 mulheres.

No decorrer do ano de 1971, em 9 de Junho, pelas 21:45 foi efectuado o primeiro ataque do PAIGC a Bissau. A cidade foi flagelada com foguetões 122 mm.

Em Agosto a Rádio Senegal passa a difundir programas do PAIGC em português utilizando, para tal, uma locutora feminina de voz agradável que ficou conhecida pelas Forças Armadas como a Maria Turra. Divulgava notícias de guerra falsas ou extraordinariamente exageradas, atacando sempre a presença dos colonialistas portugueses na Guiné.

No plano internacional a hostilidade à política portuguesa aumenta mesmo nos países com os quais Portugal mentem excelentes relações. O govberno norueguês decide contribuir com um milhão de coroas para ajuda humanitária ao PAIGC, enquanto em Cannes se realizava o festival de cinema, sendo exibidos durante o certame filmes do PAIGC e da Frelimo.




Heli-assalto efectuado pelo DFE 21 na região do Cubisseco.

Em Novembro do mesmo ano é activado o DFE 22 o segundo Destacamento de Fuzileiros Especiais Africanos da “Série 20”, no Centro de Preparação daquela cidade e comandado pelo 1TEN Rebordão de Brito.

Em Abril de 1972 o PAIGC volta a flagelar, desta vez a cidade de Bolama, durante cerca de dez minutos com foguetões de 122 mm.

A partir de Julho foi lançada uma grande operação na zona do Cubisseco e Pobreza com a finalidade de ali instalar uma base que viria a ser denominada como “Tabanca Nova da Armada”. A região passou a ser sistematicamente flagelada, os resultados obtidos não surtiram os efeitos desejados e o aquartelamento foi desactivado em Novembro.

Numa entrevista ao jornal do Cairo, Amílcar Cabral declara que “num futuro próximo anunciaria a criação de um novo Estado e que a luta pela libertação nacional do povo da Guiné-Bissau era amplamente apoiada pela opinião pública progressista mundial”. Afirmou também que o PAIGC fora reconhecido como representante legítimo do povo da Guiné-Bissau por muitas organizações internacionais.



Cabo Verde (1 Oficial):

2TEN RN José Manuel da Veiga Ferreira na LFP «Dom Jeremias»;




O N/M «Pátria» navega nas águas de S. Tomé e Príncipe


Angola (7 Oficiais):

2TEN RN Vitor António Morgado Ferreira Mota, LFP »Vénus»;
2TEN MN RN António d'Orey Soares Franco no Comando Naval de Angola, CF 3;
2TEN FZ RN Francisco Xavier Vaz de Almada, CF 3;
2TEN FZ RN Pedro Manuel Carvalho Lopes, CF 3;
2TEN FZ RN José Maria Corte-Real Pimenta, CF 5;
2TEN FZ RN José António de Oliveira Rocha de Abreu, CF 7;
2TEN FZ RN Luís Augusto Loureiro Nunes, CF 4;




1967, Baía de Luanda - No cais das INIC, atracados, a fragata «Nuno Tristão», a LFG «Pégaso», o navio hidrográfico «Carvalho Araújo» e navios-patrulha classe «Príncipe»; ao fundo, a Messe de Oficiais



A República do Congo continuava a apoiar o movimento político-subversivo FNLA-GRAE com larga visibilidade exterior. Por ocasião de uma visita do presidente Mobutu foi salientada a contribuição congolesa e senegalesa para «extirpar da terra africana todas as práticas aviltantes e de sujeição do homem africano».

A Zâmbia mantinha com Portugal um tom político de fria hostilidade, acusando o nosso país de estar a impor um bloqueio ao escoamento das suas exportações através do porto da Beira. Contrariando as declarações de intenção de uma política de boa vizinhança e de não ingerência interna nos assuntos de outras nações, o governo da Kaunda apoia os movimentos subversivos do MPLA e também da UNITA.

Em Dezembro de 1972 a situação internacional era caracterizada pot um evidente esforço por parte dos países africanos no sentido de alcançarem um maior progresso geral, recebendo para o efeito auxílio estrangeiro tanto do bloco ocidental como do bloco comunista, o que permitia aos países mais industrializados (França, Grã-Bretanha, Estados Unidos da América, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e República Popular da China) manter intacto o peso da sua influência em África.




A LDM 402 no rio Zaire

No campo económico os países africanos continuavam dependentes não só das exportações das suas matérias-primas para os países industrializados mas também da importação de capitais e equipamentos, essenciais para alcançarem uma relativa independência económica.

A unidade africana revelava então uma apreciável coesão, mostrando-se unânime quer em condenar Portugal, Rodésia e República da África do Sul quer em aprovar resoluções com vista a provocar o seu isolamento no contexto internacional.

As acções armadas inimigas no teatro de Angola tinham vindo a diminuir francamente no ano de 1972 em relação ao ano anterior, salvo ligeiro crescimento no recurso à colocação de engenhos explosivos. No enclave de Cabinda a situação encontrava-se calma sem iniciativa de acções bélicas, o mesmo se passando tanto no norte como na frente leste. Somente o Cuango revelava ligeiro aumento de actividade.



Moçambique (7 Oficiais):

2TEN RN João Manuel Gomes de Sousa, LFP «Sirius»,
2TEN RN Jorge Manuel da Silva e Noronha Falcão, Comando Naval de Moçambique;
2TEN AN RN António Ferreira, Comando Naval de Moçambique;
2TEN RN Octaviano António de Oliveira Saraiva, LFP «Vega»;
2TEN RN Pedro de Castro Vaz Pinto, LFP «Sabre»;
2TEN RN Francisco Luis Ramalho do Nascimento, LFP «Júpiter»;
2TEN FZE RN Pedro Segismundo Pereira do Vale Teixeira, DFE 11;




Lago de Niassa - LFP atracadas ao cais das lanchas na Base Naval de Metangula

No decorrer do ano de 1971, na comunidade internacional, embora a maioria das organizações manifestassem de forma declarada tendências e simpatias pelos movimentos pró-independentistas dos povos ditos “colonizados”, outras havia que não deixavam de mostrar lucidez no meio dos ventos confusos que varriam os territórios de África. É assim que o Conselho Geral das Igrejas da Grécia, após uma reunião com o governo daquele país, decidiu condenar o Conselho Mundial das Igrejas pelo seu fundo de apoio aos terrorista em África.

Entretanto, o Conselho Mundial das Igrejas continuava a encarniçar-se contra Portugal desenvolvendo intensa actividade de apoio aos movimentos subversivos, não contando porém com o apoio generalizado das organizações religiosas.

Em Maio, mantinha-se a possibilidade pouco provável do Reino Unido, por sua iniciativa ou em nome das Nações Unidas, vir a tentar apoderar-se do porto e aeroporto da Beira, como testa de ponte para o lançamento de operações no interior da Rosésia.




No norte de Moçambique(região de Porto Amélia)a LDG «Cimitarra» desembarca material do Exército

O cenário internacional sofre entretanto significativa evolução: a Inglaterra assina um acordo que concede a independência à sua antiga colónia da Rodésia, permitindo no entanto a continuação da supremacia branca no país liderado por Ian Smith, facto que foi fortemente contestado pelos “nacionalistas” negros da Rodésia e de todo o Continente africano.

No entanto, a Grá-Bretanha continua a manter uma fragata no Canal de Moçambique, apoiada por um navio auxiliar, controlando o acesso aos portos da Beira.

Enquanto isso, os países originários das antigas colónias europeias mantêm forte investida junto da opinião pública mundial contra a presença portuguesa em África e fazem aprovar na ONU em 28 de Setembro de 1972 uma moção que propõe a admissão de delegados de organizações terroristas como observadores da Comissão de Descolonização. Portugal protesta, afirmando não participar nos trabalhos da ONU onde estivessem presentes representantes daquelas organizações. Posição idêntica é tomada pela África do Sul.



Continente, Ilhas e Outras Unidades (76 Oficiais):

2TEN RN António Ladeira dos Santos, Grupo N.º 1 de EA;
2TEN EMQ RN Armando da Silva Neves, Grupo N.º 1 de EA;
2TEN TE RN Armando Caeiro da Cunha, Grupo N.º 1 de EA;
2TEN TE RN José Carlos Guedes de Almeida Rodrigues da Costa, Grupo N.º 1 de EA;
2TEN TE RN José Eduardo do Amaral Netto de Aguiar, Grupo N.º 1 de EA;
2TEN RN António Miguel Forjaz Pacheco Trigueiros, Comando Naval do Continente;
2TEN RN João Manuel Abreu Dinis Esteves, Secretariado Geral da Defesa Nacional;
2TEN AN RN Pedro Manuel Branco Ferraz da Costa, Secretariado Geral da Defesa Nacional;
2TEN TE RN Fernando Carlos do Amaral Pinto Bastos, Secretariado Geral da Defesa Nacional;
2TEN RN José Manuel Moura Alves Lírio, Instituto Hidrográfico;
2TEN AN RN João António Morais da Silva Costa Pinto, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Augusto José dos Santos Fitas, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Francisco Ascenso Machado, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Joaquim Lopes Pissarra, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Leonel Baltazar Duarte Canelas, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Luís Filipe Galante Moreira Pedrosa, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Miguel Maria Jonet de Azevedo Coutinho, Instituto Hidrográfico;
2TEN TE RN Vasco Manuel Quintino Pampolim dos Santos, Instituto Hidrográfico;
2TEN RN José Martinho Guedes Barbosa dos Santos, Grupo N.º 2 de EA;
2TEN AN RN António Maria Viegas Anjos, Grupo N.º 2 de EA;
2TEN FZ RN Manuel dos Santos Tomásio, Grupo N.º 2 de EA;
2TEN RN José Carlos Freire Dias Correia, fragata «Hermenegildo Capelo»;
2TEN RN Luís Miguel da Conceição Alves, Direcção do Serviço de Instrução;
2TEN RN Mário Sam Bento Menezes, Direcção do Serviço de Instrução;
2TEN RN Vasco Torres Graça dos Santos, navio-patrulha «Limpopo»;
2TEN EMQ RN Carlos Frederico Teixeira Kessler, Coordenação de Publicações Técnicas;
2TEN EMQ RN Fernando Sérgio de Abreu Duarte Fonseca, navio-patrulha «Porto Santo»;
2TEN EMQ RN Hélder dos Santos Trindade, DG dos Serviços de Fomento Marítimo;
2TEN EMQ RN João Pedro da Veiga Ilharco de Moura, DG dos Serviços de Fomento Marítimo;
2TEN AN RN Joaquim Manuel da Silva Neves, DG dos Serviços de Fomento Marítimo;
2TEN AN RN José do Rosário Catarino, DG dos Serviços de Fomento Marítimo;
2TEN EMQ RN José Manuel Marques Gonçalves Gomes na fragata «Comandante Roberto Ivens»;
2TEN AN RN Agostinho Andrade Oliveira, Direcção do Serviço de Abastecimentos;
2TEN AN RN Amílcar Augusto Contel Martins Theias, Direcção do Serviço de Abastecimentos;
2TEN AN RN Luís Filipe Ferreira Simões, Direcção do Serviço de Abastecimentos;
2TEN AN RN Manuel Heleno Sismeiro, Direcção do Serviço de Abastecimentos;
2TEN AN RN Nuno António Ribeiro de Bessa Lopes, Direcção do Serviço de Abastecimentos;
2TEN AN RN António Pedro de Oliveira Maia, DSEC;
2TEN AN RN Carlos Jorge Cardoso de Resende, DSEC;
2TEN AN RN Jerónimo Paulo Alves Ferreira, DSEC;
2TEN TE RN Artur Manuel Anjos Lourenço, DSEC;
2TEN TE RN David Manuel Monge da Silva, DSEC;
2TEN TE RN José Domingos Maria Rosa, DSEC;
2TEN AN RN António Casimiro Baixinho Bacelos, CA Administração Central da Marinha;
2TEN AN RN António Fernando de Jesus Nabais, CA Administração Central da Marinha;
2TEN AN RN António José Mendonça Pinto, Estado-Maior da Armada;
2TEN AN RN Eduardo da Silva Martins, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Fernando Maia Pereira da Costa, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Fernando Dias de Almeida, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN José Carlos Queiroz Pinheiro Henriques, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Luís Filipe Torres Sobral, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Pedro João Reis de Matos Silva, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Rui Bebiano de Sá Viana Rebelo, Int. Serv. de Adm. Financeira da Marinha;
2TEN AN RN Fernando José de Lemos Dias dos Santos, Esquadrilha de Submarinos;
2TEN AN RN Orlando Pinguinha Caliço, Força de Fuzileiros do Continente;
2TEN FZ RN Fernando Carlos Monteiro da Silva, Força de Fuzileiros do Continente;
2TEN FZ RN João Nuno Ferreira Saraiva, Força de Fuzileiros do Continente;
2TEN FZ RN Vitor Raúl Carapinha Salgado Guita, Força de Fuzileiros do Continente;
2TEN AN RN Orlando de Almeida Reis, DSP – 2.ª Rep;
2TEN AN RN Serafim de Amorim Dias, DSP – 2.ª Rep;
2TEN AN RN Pedro Manuel de Oliveira Silvério Marques, Fábrica Nacional de Cordoaria;
2TEN AN RN Pedro Manuel de Azevedo Miranda Baptista, Escola Naval;
2TEN TE RN Rui João Baptista Soares, Escola Naval;
2TEN FZ RN Armando Narciso Reis Goes, Escola de Fuzileiros;
2TEN FZ RN Augusto Joaquim Rodrigues Lopes, Escola de Fuzileiros;
2TEN FZ RN Carlos Alberto Lima Teixeira, Escola de Fuzileiros;
2TEN FZ RN João Luís Vieira Filipe, Escola de Fuzileiros;
2TEN FZ RN João Carlos da Cunha Bruno Soares, Escola de Fuzileiros;
2TEN FZ RN Luís Alberto Pires de Moura, Escola de Fuzileiros;
2TEN TE RN António José de Sousa Martins na Base Naval de Lisboa;
2TEN TE RN João Maria Paquim Pereira Coutinho, Direcção das Construções Navais;
2TEN TE RN Jorge Manuel Diogo Marques dos Santos, Grupo N.º 2 de EA (EAN);
2TEN TE RN José Pedro Duarte Tavares, Direcção de Infra-Estruturas Navais;
2TEN TE RN Luís António de Lemos Ramalho de Azevedo, Direcção do Serviço de Armas Navais;
2TEN TE RN Manuel Maria da Fonseca Andrade Maia, Museu de Marinha;
2TEN TE RN Victor Manuel Ferreira da Fonseca, DSEF;



Não foi possível identificar os locais exactos onde prestaram serviço os seguintes oficiais:

2TEN FZ RN Armando Júlio Lopes Serra, CF 12, Pel Fz 5 (?);
2TEN FZ RN Guilherme Marçalo Neves Veríssimo, CF 12, Pel FZ 6 (?);
2TEN FZ RN José António Carrasco de Melo Saião, Pel FZ 12 (?);

Os oficiais pertencentes ao 19.º CFORN começaram a ser licenciados a partir de Maio de 1974.

Ingressaram nos Quadros Permanentes os seguintes oficiais, tendo alguns ascendido ao posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra:

2TEN FZ RN Armando Júlio Lopes Serra;
2TEN FZ RN Guilherme Marçalo Neves Veríssimo;
2TEN FZ RN João Carlos Cansado da Costa Corvo;
2TEN FZ RN José Manuel de Carvalho Passeira;
2TEN FZ RN José António de Oliveira Rocha e Abreu;
2TEN FZ RN Luis Pereira Coutinho Sanches de Baêna;
2TEN FZ RN Luis Augusto Loureiro Nunes;
2TEN FZ RN Manuel Maria Peralta de Castro Centeno;


Nota: Desconhecido, de todo, o percurso do Cadete TE 1164 - José dos Santos Freitas a partir do final do curso.

Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado,Lisboa, 1992; Dicionário de Navios e Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Arquivo de Marinha; Revista da Armada; Texto e Fotos de arquivo do autor do blogue com cedências de origens diversas;


mls

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Guiné, LFP «Aldebaran» - P 1152


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Aldebaran» - P 1152

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 18 de Fevereiro de 2011)




A LFP «Aldebaran» a navegar na Guiné


Construída nos estaleiros do Arsenal do Alfeite, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada no dia 17 de Maio de 1968 e depois transportada para a Bissau por um navio mercante, onde chegou em 27 de Setembro daquele ano, data em que foi atribuída ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

Foi integrada na Esquadrilha de Lanchas da Guiné e a décima de um grupo de 13 unidades que constituíram a classe «Bellatrix».

Ainda que algumas delas reflectissem alterações estruturais profundas entre si, resultantes da necessidade de as adaptar aos cenários de operações, foi decidida a sua classificação na mesma classe, para simplificação de tipologias diferenciadas que poderiam implicar uma reclassificação em, pelo menos, duas classes distintas.

Este tipo de alterações em elementos da construção, bem visíveis a partir da LFP «Arcturus», fez questionar o motivo por que terá sido aumentada ao efectivo como pertencendo à mesma classe. As principais diferenças podem ser visualizadas em:


Ainda que se tenha iniciado em patrulhas de rotina em Outubro de 1968, a sua vida operacional passou a integrar também o dispositivo naval no rio Cacheu – "Operação Via Láctea".

Em 24 de Maio de 1969, foi atacada com morteiro na foz do rio Uaja, juntamento com a LDM 307. Ambas as lanchas ripostaram calando o IN e regressando a Bissau.

Entre 10 e 22 de Junho de 1970 apoiou o navio hidrográfico “Pedro Nunes” no levantamento hidrográfico do rio Mansoa.




A LFP «Aldebaran» a navegar no rio Tejo

Em 6 de Junho de 1971, após a reparação da Oerlikon, ao fazer disparo comprovativo da sua operacionalidade, o lança-foguetes disparou duas unidades em simultâneo com o disparo da Oerlikon; esta reacção originou estilhaços vários um dos quais atingiu o mestre na face esquerda, perfurando parte da fronte e ombros esquerdos.

Durante o 2.º semestre desse ano e até 1974, participou em diversas operações: "Volta Brandal", "Quarto Minguante", "Sol Nascente", "Satélite Dourado", "Guarda Patrão", "Vela Grande", "Verga Latina", "Sol Poente", "Galáxia Vermelha" e "Barracuda Negra".

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Aldebaran» os seguintes oficiais:

Reserva Naval:

2TEN RN Jacinto Saraiva Baptista, 11.º CFORN, 18Mai68/15Jul70;
2TEN RN Eduardo Jorge Alves da Silva, 15.º CEORN, 15Jul70/16Mar71;
2TEN RN Fausto Hidalgo do Nascimento, 16.º CFORN, 16Mar71/10Ago72;
2TEN RN Virgílio da Cunha Folhadela Moreira, 19.º CFORN, 10Ago72/18Abr74;
2TEN RN Valdemar Geraldo Taborda, 22.º CFORN, 18Abr74/07Set74;




Jacinto Saraiva Baptista, Eduardo Alves da Silva, Fausto Hidalgo do Nascimento e Virgílio Folhadela Moreira

Depois de mais de 6 anos de bons serviços e mais de 4700 horas de navegação, foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 7 de Setembro de 1974.

Navios da mesma classe «Bellatrix»:

LFP «Canopus», LFP «Deneb», «Espiga», LFP «Fomalhaut», LFP «Pollux», LFP «Rigel», LFP «Altair», LFP «Arcturus», LFP «Procion», LFP «Sirius» e LFP «Vega».


Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

sábado, janeiro 13, 2018

Guiné, rio Cacheu - LFG «Lira», P 361, emboscada no Tancroal há 50 anos atrás!




Bissau - Aspecto da chapa balística da ponte da LFG «Lira»,
depois de alvejada com uma granada de RPG 7



Nota do autor do blogue:

Mantendo quase integralmente um texto já publicado, entendemos redireccionar hoje esta "nota" relembrando, meio século depois do acontecimento, um dos mais violentos ataques a unidades navais durante a guerra da Guiné.

Em 13 de Janeiro de 1968, ao cair da noite, foi desferido pelo PAIGC a uma LFG - Lancha de Fiscalização Grande, neste caso a LFG "Lira", P 361, havendo a lamentar baixas humanas e avultados prejuizos materiais.

Se guerra e perdas humanas nunca se justificam, fica a dever-se ao empenho e coragem da guarnição da LFG "Lira" e à Marinha, o regresso das CCaç1546, CCaç 1547, e CCS, embarcadas na LDG «Alfange», LDG 101, a Bissau e depois a Portugal, todas do BCaç 1887, sem mais baixas do que aquelas já teriam sofrido durante as respectivas comissões de serviço.

Aqui expressamos a nossa homenagem a todos os que cairam no cumprimento do dever e ainda àqueles que, sempre prematuramente, já deixaram o nosso convívio.

Nada foi alterado no tempo de escrita do texto, nem nas referências efectuadas em 11 de Janeiro de 2010 no texto inicial, nem depois republicado em 19 de Julho de 2017.

Deixamos esta "triste memória" com a promessa de que, em breve, voltaremos ao tema com elementos adicionais.

Importante ainda a acrescentarmos que os 2TEN RN Jorge Calado Marques - LFG «Lira», 2TEN RN Abílio Martins Silva - LFG «Hidra», 2TEN RN Manuel Sousa Santos - LFG «Cassiopeia» e eu próprio 2TEN RN Manuel Lema Santos - LFG «Orion», fomos todos camaradas do mesmo 8.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval e nomeados Oficiais Imediatos de 4 das 5 LFG - Lanchas de Fiscalização Grandes, presentes no Dispositivo Naval da Guiné entre 1966 e 1968.

Tínhamos agendado um almoço convívio em Coimbra, juntando aquele grupo de quatro oficiais, do mesmo curso e daquelas LFG, mas o destino último traiu-nos, colhendo prematuramente o Jorge Calado Marques.

Mantendo o espírito de homenagem, mas também de confraternização e amizade, entendemos estar presentes num almoço, na cidade de Coimbra, em 15 de Outubro de 2011.




Em cima, Manuel Sousa Santos, Abílio Martins Silva e Manuel Lema Santos e,
em baixo, as respectivas senhoras;




Lá onde quer que estejam todos os Camaradas das guarnições das LFG da classe «Argos" - Oficiais, Sargentos e Praças - aqui expressamos o nosso permanente sentimento de Camaradagem, Amizade e Companheirismo.

Lembrar hoje republicando era importante...foi há 50 anos!




Fontes:
Texto e fotos de arquivo do autor do blogue; foto de topo gentilmente cedido por Carlos F. Dias Souto (CMG);


mls

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Reserva Naval e Cães da Armada


Nota do autor do blogue:

João Marcelino Machado Bravo Queiroz foi Oficial da Reserva Naval do 4.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval, da classe de Fuzileiros. Foi alistado e admitido na Escola Naval em 6 de Outubro de 1961 e promovido a Aspirante a Oficial em 1 de Maio de 1962. Licenciado pelo ISEF, prestou serviço no CEFA-Centro de Educação Física da Armada durante dois anos, tendo desempenhado diversas missões naquele Serviço.
É de sua autoria o artigo que abaixo se transcreve.








Eu e os Cães da Armada


Assentei praça na Marinha em 16 de Outubro de 1961, como cadete fuzileiro do 4.º CEORN – Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval, o 1º Curso que incluiu a classe de Fuzileiros, Curso Nuno Tristão.

Chamo-me João Marcelino Machado Bravo Queiroz, sou Professor de Educação Física, já o era quando cheguei à Marinha e, vivo e trabalho no Porto.

Naquele tempo os Cadetes da RN de todas as classes faziamo 1º ciclo na Escola Naval,passando pela Escola de Artilharia, Limitação de Avarias e um mês em Vila Franca, para aprender a “comunicar”.

Só depois do Natal de 1961 eu e os meus camaradas de então nos apresentámos na Escola de Fuzileiros. Desde já digo que tivemos tratamento de “Príncipes”.

Porquê?

Eu e os meus colegas de curso do Instituto Nacional de Educação Física - INEF - Fonseca e Costa e Melo de Carvalho, conhecíamos os então Primeiros- Tenentes Patrício e Metzner que tinham sido nossos colegas no 1º ano do INEF quando aqueles oficiais lá estiveram a tirar a especialidade de Educação Física.

Embora os tratássemos por tu, nunca deixámos de realizar com disciplina e respeito “o que aquelas cabecinhas inventavam para nos torturar”.

Os crosses no lôdo, as idas à Serra da Arrábida, os “trotes” depois do jantar à volta da mata da Escola, para além dos “sustos” nas pistas, com as subidas a um eucalipto como ponto de partida para a descida em slide. Eram muitos e muitos metros sempre sem pôr os pés no chão.

Lembro com saudade o Comandante da Escola o Cap. Ten. Maxfredo da Costa Campos, o 1º Tenente Santos Patrício e ainda os Segundos-Tenentes Vasconcelos Caeiro, Pascoal Rodrigues e outros cujos nomes a minha memória já não recorda. De todos guardo gratas recordações.

Já vai longo o intróito e não estou a escrever para falar de mim e de tão belos tempos, mas sim para vos dizer algo de «Cães».




Dogue Alemão

Exactamente, de «Cães»!. Desde que me conheço, há 63 anos, que em minha casa conheci os cães, a “Fly” e o “Pinóquio” - Terrier - os meus primeiros companheiros. Depois dois Boxer, o “Alcalá”, comprado em Espanha na minha viagem do 7º ano do Liceu, baptizado com sal e vinho em Madrid na avenida de Alcalá e a “Narucha” que comprei, em Lisboa, a um Oficial de Marinha de que não recordo o nome.

Por último, dois Doberman - o “Doverak” e a “Gigi”, a qual tive de mandar abater, pois sofria de uma grave crise cardíaca que a levaria a uma agonia que eu não teria coragem para presenciar. Foi a minha companheira e da Família nos últimos 11 anos. Um desgosto!

E agora aqui vão seis Pastores Alemães que tive durante uns tempos, naquele que considero a minha segunda casa - a Base Naval do Alfeite e o Centro de Educação Física da Armada, onde fui colocado como Aspirante RN com o meu colega Fonseca e Costa.

Dirigia então a 6ª Repartição e CEFA, o Comandante António da Costa Pereira, no qual reconhecíamos qualidades de “marinheiro”, mas que sempre nos tratou com amizade e deferência.

Trabalhámos muito pelo CEFA, que praticamente foi organizado por nós. Todos juntos numa sala da Escola Naval que era o antigo gabinete de Oficial de Serviço. Passámos depois para umas pequenas instalações na Base Naval de Lisboa, junto à rampa que dá acesso à Escola Naval.




“Leonberg”

E foi na qualidade de oficial - Aspirante e depois promovido a Sub-Tenente que, na altura, o Comandante da Base Naval de Lisboa me chamou e me disse sem rodeios: “Vai ficar responsável pelo Canil da Base! Fale com os tratadores.”

Fiquei siderado! Gosto e já naquela altura gostava muito de cães mas não percebia nada de treino nem do seu tratamento.

Era na altura Comandante da Base o Almirante Paulo Viana totalmente careca (peço perdão) e que infundia um respeito enorme - alguns tinham um certo “medo” - especialmente o Oficial de Serviço da Base, quando o Almirante resolvia pernoitar no palácio aos fins de semana.

Bom, para além do meu serviço normal no CEFA, lá fui ver os canis, um pequeno espaço, melhor, umas gaiolas. Sujas, uma ração de carne que era só gordura, e os tratadores lá me foram elucidando como faziam os treinos.

Eu percebia alguma coisa de treino, mas para homens. Pensei e disse cá para mim: Como aplicar alguns princípios do treino relacionados com a resistência e a velocidade ao treino dos cães?
E assim, introduzi algumas melhorias. A higiene e limpeza das gaiolas foram melhoradas. Havia “baldeação do convés” duas vezes por dia. A comida melhorou. Uma conversa com o Despenseiro da Messe e tanto bastou para que os cães comessem “à Marinha”.

O treino de obediência e obstáculos continuou conforme os tratadores já faziam, só tendo sido melhorada a postura dos tratadores, dos quais infelizmente já não lembro os nomes.

Quanto ao treino físico, a mata do Alfeite servia às mil maravilhas. Não vou ser fastidioso, mas até “interval training” os cães fizeram.

Um dia, o Almirante Paulo Viana chamou-me e disse: ”Inscrevi os cães na Exposição Canina Internacional de Lisboa. Trate dos transportes, leve os cães e os tratadores. É já no Sábado e Domingo próximos.”

E lá fomos. Fardas lavadas e passadas dos tratadores, eu de farda azul, cães escovados, trelas limpas... enfim, os preparativos para as grandes ocasiões.




“Alga de Vale do Zebro”

Na FIL, local de Exposição Canina, os cães fizeram um sucesso. “Olha a Marinha já tem cães!”. “São para ir para o Ultramar?”. “Posso pôr-lhe a mão?”. “Vão embarcar em navios?”. “São dóceis?”. “Atacam?”.

E quando desfilámos... muitas palmas, fotografias, e até filmados para as Actualidades Portuguesas, documentário que era sempre exibido antes dos filmes que passavam na altura nos cinemas do país. Prémios, taças, mas o melhor prémio foi quando me vi no documentário cinematográfico, duas semanas depois, quando fui ver um filme ao S. Jorge.

O Subtenente FZ Bravo Queiroz com um cão pela trela e com os cinco tratadores atrás com os seus cães e eu a fazer uma continência cheio de orgulho.

O Almirante Paulo Viana apareceu na FIL, assistiu à entrega dos prémios e veio falar comigo e com os tratadores. Com um sorriso deu-nos os parabéns pelos resultados obtidos e disse: “Vão lá para o Alfeite pois estão nisto há 48 horas!”

Era já meia-noite. Eu, com um sorriso e um pouco irreverente, disse: “Muito obrigado, Sr. Almirante, vamos para o Alfeite pois nós já não sabemos “se falamos ou se ladramos”.

“O Sr. Almirante determina mais alguma coisa?”

Tudo acabou com sorrisos.


João Bravo Queiroz
2TEN FZ – 4º CEORN




Fontes:
Texto e fotos de arquivo do autor do blogue, cedidas pelo autor do artigo e já publicadas, ao tempo, na Revista n.º 10 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, Outubro 1999; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992;


mls

domingo, janeiro 07, 2018

Guiné, LFP «Arcturus» - P 1151


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Arcturus» - P 1151

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 13 de Fevereiro de 2011)




A LFP «Arcturus» a navegar no rio Tejo, frente a Lisboa


Construída nos estaleiros do Arsenal do Alfeite, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada no dia 17 de Maio de 1968 e depois transportada para a Bissau por um navio mercante, onde chegou em 4 de Julho daquele ano.

Foi integrada na Esquadrilha de Lanchas da Guiné e a nona de um grupo de 13 unidades que constituíram a classe «Bellatrix». Ainda que algumas delas reflectissem alterações estruturais profundas entre si, resultantes da necessidade de as adaptar aos cenários de operações, foi decidida a sua classificação na mesma classe, para simplificação de tipologias diferenciadas que poderiam implicar uma reclassificação em, pelo menos, duas classes distintas.

Este tipo de alterações em elementos da construção, bem visíveis a partir desta LFP «Arcturus», fez questionar o motivo por que terá sido aumentada ao efectivo como pertencendo à mesma classe. As principais diferenças podem ser visualizadas em:

Ainda que tenha iniciado missões operacionais em patrulhas de rotina, em Setembro de 1968 passou a integrar também o dispositivo naval no rio Cacheu – Operação "Via Láctea". Em Janeiro de 1969, participou na Operação "Andrómeda", decorrida entre 16 e 26 daquele mês.




Guiné, 1971 - A bordo da LFP «Arcturus», o Comodoro Moura da Fonseca, Comandante da Defesa Marítima da Guiné. A seu lado, o STEN RN José Alvarez, comandante da lancha de fiscalização

No mês de Abril de 1971, a LFG «Orion», navegando no rio Geba, próximo da confluência com o rio Corubal e transportando quatro esquadras do DFE13, envia dois botes com fuzileiros numa missão de inspecção tendo capturado uma canoa em Cassine, na margem esquerda.

Caem então numa violenta emboscada que lhes provoca dois mortos. Juntamente com aquela LFG, as LFP «Arcturus» e LFP «Deneb» que se encontravam no local, prestaram apoio no duelo de artilharia que se seguiu, enfrentando os guerrilheiros emboscados nas margens, também com apoio da Força Aérea.

Em Novembro de 1971, subiu o plano inclinado do SAO em Bissau para reparação duma entrada de água que se registava junto ao veio da máquina de EB por deficiência de um redutor tendo descido em 3 de Dezembro.

Durante o trânsito para a ponte cais ocorreu a explosão de um detonador duma granada actuada por um operário nativo. Como consequência do incidente, houve ferimentos ligeiros em dois operários africanos, no engenheiro do SAO e num grumete de bordo, prontamente tratados na enfermaria do SAO.




Guiné, 1971 - A LFP «Arcturus» a navegar no rio Geba

Entre 30 de Abril e 13 de Maio de 1973 apoiou o navio hidrográfico «Pedro Nunes» no levantamento hidrográfico do rio Cumbijã, o que repetiu em Junho desse mesmo ano. As operações que efectuou foram todas em território da Guiné, divididas entre os rios Cacheu, Geba, Grande de Buba, Cacine, Tombali e Cumbijã.

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Arcturus» os seguintes oficiais:

Quadros Permanentes:

2TEN Victor Manuel Bento e Lopo Cajarabille, 17Mai68/02Mar70;

Reserva Naval:

2TEN RN José Guerreiro Banza, 14.º CFORN, 02Mar70/30Out71;
2TEN RN José António Sequeira Alvarez, 18.º CFORN, 30Out71/26Mai72;
2TEN RN Luís Manuel de Melo Pinto Pereira, 17.º CFORN, 26Mai72/21Fev73;
2TEN RN Carlos Manuel Duarte de Oliveira, 20.º CFORN, 21Fev73/07Set74;




José Guerreiro Banza, José António Alvarez, Luis Manuel Pinto Pereira e Carlos Duarte de Oliveira

Depois de mais de 6 anos de bons serviços e acima de 3.000 horas de navegação, foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 7 de Setembro de 1974.

Navios da mesma classe «Bellatrix»:

LFP «Canopus», LFP «Deneb», LFP «Espiga», LFP «Fomalhaut», LFP «Pollux», LFP «Rigel», LFP «Altair», LFP «Arcturus», LFP «Aldebaran», LFP «Procion», LFP «Sirius» e LFP «Vega».


Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

sábado, janeiro 06, 2018

Angola, LFP «Venus» - P 1133


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Vénus» - P 1133

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 12 de Novembro de 2010)




Angola - A LFP «Vénus» a navegar no rio Zaire



Características:

Deslocamento máximo: 51.6 t;
Deslocamento standard: 43.54 t;
Comprimento de fora a fora: 21.88 m;
Boca: 5.25 m;
Calado máximo: 1.48 m;
Velocidade máxima: 19.5 nós;

Armamento:

1 metralhadora "Oerlikon" Mk II de 20 mm;
1 lançador de 32 foguetes de 37 mm (só nas LFP's em serviço no Lago Niassa);

Lotação:

8 elementos (1 oficial, 1 sargento e 6 praças)

Pertenceu à classe «Júpiter», foi construída nos Estaleiros Navais do Mondego e aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 14 de Maio de 1965. No dia seguinte seguiu para Angola a bordo do NM «Beira», tendo desembarcado em Luanda no dia 25 desse mesmo mês.

Ficou atribuída ao Comando Naval de Angola e a sua actividade operacional desenvolveu-se sobretudo na bacia hidrográfica do rio Zaire e na área costeira de Cabinda.

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Vénus» os seguintes oficiais:

Quadros Permanentes:

2TEN José Deolindo Torres Sobral, 14Mai65/26Jul65;
2TEN Rui Cardoso Teles Palhinha, 01Mai69/30Jun71;

Reserva Naval:

2TEN RN António de Almeida Correia de Sá, 7.º CEORN, 26Jul65/09Mai67;
2TEN RN José Manuel Rodrigues Caliço, 9.º CFORN, 09Mai67/01Mai69;
2TEN RN Frederico José de Melo Franco, 17.º CFORN, 30Jun71/18Mai73;
2TEN RN Vitor António Morgado Ferreira Mota, 19.º CFORN, 18Mai73/05Jun74;
2TEN RN José Gil Barreto Coucello, 22.º CFORN, 05Jun74/30Set75;

Foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 30 de Setembro de 1975 no porto de Luanda. Segundo as edições do Jane's Fighting Ships, posteriores a 1976, ainda terá navegado com a bandeira da República Popular de Angola durante alguns anos.

Pertenceram à mesma classe «Júpiter» com características, máquinas propulsoras, equipamentos, armamento e lotação idênticas os seguintes navios:
LFP «Marte», «Mercúrio», «Urano» e «Saturno».


Fontes:
Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005, com fotos; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Lista da Armada;


mls

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Angola, 1967 - Massabi


Os Fuzileiros em Cabinda, no posto de Massabi

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 24 de Outubro de 2010)


No princípio de 1964, competia ao Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 5, estacionado em Santo António do Zaire, manter uma força destacada em Cabinda, Tchuquessi, na lagoa de Massabi.

A região tinha sido alvo de ataques inimigos, por parte do MPLA, obrigando as populações da zona ao êxodo maciço para o Congo. Mais tarde, foram regressando lentamente ao local à medida que a segurança foi progressivamente restabelecida ao sentirem que a situação estava controlada.




A lancha de fiscalização «Lué» no rio Chiloango

Embora com recursos escassos, os Fuzileiros nunca regatearam esforço e determinação, utilizando os botes atribuídos e a lancha «Lué», em rotinas de fiscalização e patrulha, até à foz do rio Chiloango. Apesar do mau estado da embarcação, a braços com diversos problemas e avarias, tudo se remediava no limiar do impossível pela sua imprescindibilidade nos apoios logísticos.

A situação acabou por ficar estabilizada no segundo semestre do ano, não só devido à presença permanente da Marinha em Massabi mas também porque passou a haver efectivos do exército, alargando e reforçando o dispositivo de segurança com uma companhia no Tchuquessi.

Já com o DFE 6 no terreno, continuou a política activa de impedir a penetração de força inimigas na zona a partir da fronteira, mantendo-se um ambiente relativamente pacífico, participado pelos habitantes locais e povos ribeirinhos que não mostravam quaisquer indícios de estarem interessados em sublevações ou revoltas.

Mais tarde, em 1966/67, o dispositivo dos Fuzileiros no Zaire foi reconfigurado pela necessidade de apoiar com meios reforçados a Frente Leste, na sequência da agressividade crescente do MPLA, passando os postos do rio Zaire e Cabinda a ser atribuídos à responsabilidade de Companhias de Fuzileiros que patrulhavam rios e margens, bem como ilhotas e muílas.




1967 - Visita do Ministro da Marinha ao posto de Massabi, sendo bem visível um testemunho da passagem da Marinha, ali deixado pelo DFE 6

No primeiro trimestre daquele último ano, alguns postos como os do “Tridente” e “Puelo” foram desactivados. Cerca de um mês depois, nova reconfiguração visando o reforço das posições na Frente de Intervenção Leste, na Lumbala e no Lungué-Bungo, o Pelotão de Fuzileiros deixa de actuar na lagoa de Massabi numa situação de relativa acalmia que veio a manter-se até ao final do conflito.


Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Fotos do Arquivo de Marinha;


mls

terça-feira, janeiro 02, 2018

Angola, LFP «Júpiter» - P 1132


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Júpiter» - P 1132




A LFP «Júpiter» a navegar ao largo de Cascais


Características:

Deslocamento máximo: 51.6 t;
Deslocamento standard: 43.54 t;
Comprimento de fora a fora: 21.88 m;
Boca: 5.25 m;
Calado máximo: 1.48 m;
Velocidade máxima: 19.5 nós;

Armamento:

1 metralhadora "Oerlikon" Mk II de 20 mm;
1 lançador de 32 foguetes de 37 mm (só nas LFP em serviço no Lago Niassa);

Lotação:

8 elementos (1 oficial, 1 sargento e 6 praças);

Construída nos Estaleiros Navais do Mondego foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 10 de Março de 1965. Em 8 de Maio seguinte seguiu para Angola a bordo do NM «Ambrizete», tendo desembarcado em Luanda no dia 26 desse mesmo mês. Ficou atribuída ao Comando Naval de Angola e a sua actividade operacional desenvolveu-se sobretudo na bacia hidrográfica do rio Zaire e na área costeira de Cabinda.

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Júpiter» os seguintes oficiais:

Quadros Permanentes:

2TEN Carlos Alberto Ferreira Gonçalves - 10Mar65/31Mai67

Reserva Naval:

2TEN RN José Manuel Fernandes de Abreu, 9.º CFORN, 31Mai67/08Mai69;
2TEN RN Jorge Manuel Machado da Costa, 12.º CFORN, 08Mai69/26Out70;
2TEN RN António José Marques Lima Rebelo, 16.º CFORN, 26Out70/25Out72;
2TEN RN Francusco Luis Ramalho da Nascimento, 19.º CFORN, 25Out72/16Abr74;
2TEN RN Luis Frederico de Sampaio Borges de Sousa, 22.º CFORN, 16Abr74/30Set75;

Foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 30 de Setembro de 1975 no porto de Luanda. Segundo as edições do Jane's Fighting Ships, posteriores a 1976, ainda terá navegado com a bandeira da República Popular de Angola durante alguns anos.

Pertenceram à mesma classe «Júpiter» com características, máquinas propulsoras, equipamentos, armamento e lotação idênticas os seguintes navios:
LFP «Vénus», «Marte», «Mercúrio», «Urano» e «Saturno».




Fontes:
Texto compilado pelo autor a partir de "Dicionário de Navios", Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, 1992, Lisboa;


mls

domingo, dezembro 24, 2017

Guiné, 1971 - Natal LFG «Sagitário»


Natal da LFG «Sagitário» - P 1131 no rio Cacheu

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 8 de Novembro de 2010)





Creio, e suponho não estar só, que o Natal se expressa muito mais no espírito com que se está a completar a caminhada de mais um Ano do que na celebração de uma efeméride com data previamente marcada.

Crença que igualmente partilho na renovada esperança de que um Ano Novo venha desviar do nosso rumo alguns escolhos mais ameaçadores, permitindo-nos prosseguir a Viagem com Paz, Saúde e Amor.

Nas Crianças, que nele acreditam para todo o sempre.

Na Família e na Reconciliação, na Alegria do Reencontro, no Amor e na Amizade, e também no são Convívio.

Na Partilha com os que lá não conseguem chegar sózinhos.

No Recolhimento e na Esperança de que chegue aos que o não têm de todo.

Na Lembrança e na Memória daqueles que, por ausência ou também pelo destino último, não podem estar presentes.

Natal foi e será sempre!

Mesmo na Guiné e também no rio Cacheu onde, a guarnição da LFG «Sagitário», em 1971, em missão de patrulha e fiscalização na zona de Ganturé-Bigene, numa expressão primorosa de esperança, boa disposição e humor, encontrou numa pernada de tarrafo, reverencialmente inclinada para o efeito, a melhor estação dos CTT para afixar a universal mensagem.

Para que muitos Outros pudessem ter Natal!


Fontes:
Texto do autor do blogue, com imagem de arquivo gentilmente cedida pelo então comandante da LFG «Sagitário», 1TEN Adelino Rodrigues da Costa (Cte);


mls

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Angola, LFP «Algol» - P 1138


Os Oficiais da Reserva Naval na LFP «Algol» - P 1138

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 8 de Novembro de 2010)




A LFP «Algol» a navegar no rio Tejo, antes de ir para Angola


Características:

Deslocamento máximo: 24.2 t
Comprimento de fora a fora: 15.10 m
Boca: 4.00 m
Calado: 0.70 m
Velocidade máxima: 10 nós
Velocidade de cruzeiro: 8 nós

Armamento:

2 metralhadoras MG 42 de 7.62 mm

Lotação:

7 elementos (1 oficial, 1 sargento e 5 praças)

Construída nos estaleiros navais da Argibay, em Alverca, foi aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 23 de Outubro de 1964. Seguiu para Angola em 14 de Novembro do mesmo ano a bordo do NM “Ganda” e desembarcou em Luanda em 3 de Dezembro.

Durante todo o período em que esteve operacional foram comandantes da LFP «Algol» os seguintes oficiais:

Reserva Naval:

2TEN RN António Manuel de Sousa de Almeida Mendes, 6.º CEORN, 23Out64/04Ago65;
2TEN RN José Manuel Neto Domingues, 8.º CEORN, 12Dez66/28Jan67;
2TEN RN António de Almeida Correia de Sá, 7.º CEORN, 28Jan67/12Mar68;
2TEN RN José António Silva Ramos, 10.º CFORN, 12Mar68/26Nov69;
2TEN RN Jaime Saraiva Canto Moreira, 14.º CFORN, 26Nov69/25Set71;

Quadros Permanentes:

2TEN Nelson dos Santos Ventura Trindade - 04AGO65/12DEZ66

Foi uma lancha com pouca intervenção de natureza operacional. Serviu essencialmente no rio Quanza e na costa angolana nas proximidades de Luanda. Entre 8 de Junho de 1967 e 15 de Março de 1971 esteve atribuída à Missão Hidrográfica de Angola.

Em 1 de Setembro de 1971 passou ao estado de desarmamento e em 28 de Setembro de 1972 foi abatida ao efectivo dos navios da Armada.

Foi navio único na classe a que deu o nome.


Fontes:
Texto compilado pelo autor a partir de "Dicionário de Navios", Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, 1992, Lisboa;


mls