13 maio 2021

Revisitar o Museu de Marinha - Parte IV


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 25 Fevereiro de 2013/5 de Agosto de 2019)

Parte IV

Lanchas de Fiscalização Pequenas(LFP) - Classe «Albatroz»




Montagem de fotos de várias LFP da classe «Albatroz»


Abordando um novo tema, agora sobre as LFP - Lanchas de Fiscalização Pequenas muito se nos ofereceria dissertar sobre o tema mas limitar-nos-emos ao indispensável. Destinadas essencialmente a patrulha e fiscalização, merecem naturalmente destaque as que operaram em teatros como os de Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde e S. Tomé durante a Guerra do Ultramar ou ainda as que permaneciam na Índia aquando da invasão daquelas antigas possessões pela União Indiana.

Aquela classificação foi atribuída a 39 unidades navais, em grupos diferenciados, possivelmente atendendo à tonelagem e ao tipo de missões desempenhadas, simplificando o seu enquadramento por classes, como abordaremos nas publicações seguintes:

Classe «Albatroz» (5 unidades): LFP «Albatroz» - P 1162, «Açor» - P 1163, «Andorinha» - P 1164, «Águia» - P 1165 e «Cisne» - P 1167.

Aumentadas ao efectivo entre Janeiro de 1974, a primeira, e Março de 1976, a última, mantinham-se ao serviço da Armada em 5 Outubro de 1985. A guarnição integrava 1 oficial, 1 sargento e 6 praças.

De acordo com as informações disponíveis em publicações oficiais da Marinha, na dat a de publicação deste post era suposto manterem-se ainda no activo as LFP “Águia” e “Cisne”.

A LFP «Albatroz» em 2-4-76 assistiu o navio-patrulha «Save» que foi abalroado a 2 milhas da ponta de Sagres e esteve em risco de se afundar.

A LFP «Andorinha», em 30.6.2001 subiu o rio Douro até Peso da Régua e foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 1.8.2005 pela portaria 872/05 de 17 de Agosto.

Em 2001, pela portaria 1825/01 de 17 de Outubro, as LFP «Albatroz» (com o nome de «Oé-cusse» e «Açor» (com o nome de «Ataúro») foram cedidas à República Democrática de Timor-Leste em cerimónia que veio a ter lugar na baía de Dili, com os navios fundeados, em 12-1-2002.

Tomando como referência os comandos exercidos e confirmados até à data de 5.10.1985, na ausência de dados posteriores, entre 56 oficiais que comandaram aquele conjunto de 5 navios, 42 foram oficiais da Reserva Naval e os restantes 14 integravam os Quadros Permanentes.

Interessante realçar que daqueles 42 oficiais da Reserva Naval, 14 pertenceram aos 22.º a 25.º CFORN da primeira geração de oficiais RN, 1958 a 1975. Os restantes 28 foram escolhidos entre os 27.º a 46.º CFORN, da segunda geração RN, 1976-1992.

Os 14 oficiais referidos que, pertencendo aos Quadros Permanentes, comandaram aqueles navios entre os anos de 1977 e 1981, resultaram logicamente do preenchimento de lugares correspondentes ao final das formações de oficiais RN entre o 25.º CFORN, o ano de 1975 em que não houve cursos Reserva Naval e a readaptação com novas formações a partir do 27.º CFORN, já que o 26.º CFORN apenas incorporou Fuzileiros.

Será natural inferirmos que de 1985 até 1992, ano do último curso da Reserva Naval (o último curso que incorporou oficiais da classe de Marinha foi o 66.º CFORN levado a cabo em Junho de 1991) a situação não terá sido substancialmente modificada. Apenas a pesquisa sistemática da Ordem da Armada poderá avaliar desta continuidade ou não.

Um trabalho interessante de recolha a continuar e concluir por interessados. Diria que, especialmente, por antigos comandantes de Lanchas de Fiscalização Pequenas da classe «Albatroz», unidades navais sobre as quais não constatámos qualquer referência no Museu de Marinha.


Continua com Parte V
Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP) - Classe «Bellatrix»




Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005, com fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada.


mls

11 maio 2021

Revisitar o Museu de Marinha - Parte III


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 13 Fevereiro de 2013)

Parte III

Lanchas de Desembarque Grandes (LDG)




As LDG 101 a 104 da classe «Alfange» e LDG 201 a 203 da classe «Bombarda»; repare-se que a LDG «Bombarda», já na Guiné, atracada ao cais em Bissau,
figura com o número de costado "105".



Sobre este conjunto específico de navios se publicaram, em devido tempo, alguns elementos históricos referentes à vida operacional de cada um deles sendo que, a LDG «Bacamarte», aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 02.08.1985 nunca participou na Guerra do Ultramar e ainda se encontrava ao serviço à data da publicação deste post.




Quanto às restantes LDG – Lanchas de Desembarque Grandes ali figura um modelo da LDG «Bombarda», erradamente com o número de costado LDG 205. Aumentada ao efectivo em 24.04.1969 como LDG 105, veio a ser rebaptizada mais tarde como LDG 201, já em plena vida operacional na Guiné e a cujo Comando de Defesa Marítima foi atribuída.

Foi superiormente entendido alterar e dar o nome a uma nova classe, devido a significativas alterações das características de construção e equipamentos relativamente à sua antecessora, a LDG «Montante» - LDG 104, também ali estacionada.




(Post reformulado a partir de outro já publicado em 3 Fevereiro de 2013/2 de Agosto de 2019)


Tal como então se relatou:

“...A LDG «Bombarda» navegou “em todos os rios da Guiné”, apoiou operações, sofreu algumas emboscadas preparadas pelo PAIGC e transportou milhares de soldados, toneladas de abastecimentos, centenas de viaturas e outros materiais militares e civis. Apesar do progressivo agravamento da situação militar, aquela LDG cumpriu sempre as missões que lhe foram atribuídas, abicando nos locais mais inacessíveis e de maior risco.

Em Novembro de 1970, entre os dias 17 e 27, participou na Operação “Mar Verde”, juntamente com as LFG «Orion», LFG «Hidra», LFG «Cassiopeia», LFG «Dragão», e a LDG «Montante»...”


Também ali está exposto um outro modelo da LDG «Bacamarte» - LDG 203, pertencente à classe «Bombarda» que constituiu, com a LDG 202 «Alabarda» - LDG 202, um grupo de três unidades navais todas daquela mesma classe.

Outras LDG - Lanchas de Desembarque Grandes já publicadas:



E ainda:



Tal como na empírica aproximação efectuada para as LDM, tendo em atenção o tempo de estacionamento de cada uma das unidades nos teatros de Angola - LDG «Ariete» e LDG «Alabarda», Guiné - LDG «Alfange», LDG «Montante» e LDG «Bombarda» e Moçambique - LDG «Cimitarra» somaremos, na totalidade, cerca de 50 anos de vida operacional para aquele tipo de navios nos três cenários de conflito.

Considerando dois anos de comissão por elemento da guarnição, terão desempenhado serviço nas LDG próximo de 25 conjuntos guarnições, ou seja, o equivalente a cerca de 500 militares. No caso dos oficiais (2), estes navios tiveram como Comandante um Primeiro-tenente dos Quadros Permanentes e o como Oficial Imediato, com poucas excepções, um Segundo-tenente da Reserva Naval.

No contexto de Guerra do Ultramar consideraram-se excluídos Continente, Açores e Madeira onde permaneceram a LDG «Bacamarte», que ainda se mantem ao serviço, ou as LDG «Bombarda» e LDG «Alabarda» depois de regressarem, em 1975, embora posteriormente já abatidas ao efectivo dos navios da Armada.


Continua com Parte IV
Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP) - Classe «Albatroz»




Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Desembarque Grandes (LDG), Lanchas de Desembarque Médias (LDM), Lanchas de Desembarque Pequenas (LFP), 17º VOL, 2005, com fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada.


mls

08 maio 2021

Revisitar o Museu de Marinha - Parte II


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 3 Fevereiro de 2013/1 de Agosto de 2019)

Parte II

Lanchas de Desembarque Médias (LDM) e Lanchas de Desembarque Pequenas (LDP)


Foi em busca de pistas da Guerra do Ultramar que percorri algumas galerias do Museu de Marinha mas confesso ter-me sentido mal sucedido.

Mais do que avisos, fragatas, destroyers, navios hidrográficos, corvetas ou navios-patrulhas, com alguma representação na casa, procurei a “poeira naval” em que verdadeiramente se estruturou uma guerra que se arrastou por mais de uma dúzia de anos.




Em cima e em baixo, exemplos das LDM da classe 100 e 200



Nos caminhos que ali percorri não encontrei uma referência, escrita ou fotográfica, ao conjunto de unidades navais que desempenharam um papel preponderante e fundamental enquanto durou o conflito, nomeadamente:

LDM – Lancha de Desembarque Média (idêntica referência se poderia fazer a uma LDP – Lancha de Desembarque Pequena). Não pretendo alargar-me em comentários, mas sem as LDM/LDP a guerra em Angola, Moçambique ou Guiné não teria ido muito longe no tempo. Como exemplo, bastaria até a referência deste último teatro.

Com difíceis ou mesmo impossíveis soluções teriam ficado os normais transportes de abastecimentos, equipamento ou armamento, populações, fuzileiros e militares de outros ramos das forças armadas.

Sem o apoio permanente daquelas unidades navais, pertencentes às diversas Esquadrilhas de Lanchas de cada teatro, como teriam sido desencadeadas centenas de operações, rotinas de fiscalização, escoltas a combóios ou escoamentos de produtos agrícolas?

Na Guiné estacionaram permanentemente e ali foram abatidas ao serviço da Armada, desfasadamente ao longo do tempo de guerra, as LDM 101 a 118, LDM 201 a 205, LDM 301 a 313, LDM 410 a 417, LDP 101 e 102, LDP 104, LDP 106, LDP 205 e 206, LDP 211 e 212, e ainda a LDP 217, num total de 51 unidades navais daqueles dois tipos. Em anos de comissão somariam cerca de 316 anos, o equivalente a 158 comissões com a duração de 2 anos em tempo de serviço por guarnição de pessoal.

As LDM 101 e LDM 102 foram renumeradas, mais tarde e por portaria, para LDM 204 e LDM 205 respectivamente.

Em mera estimativa empírica e pessoal, não considerando desvios possíveis nas baixas por morte em combate, feridos, evacuações, rendições antecipadas/retardadas ou outros motivos, e ainda considerando para uma LDM 6 homens de guarnição e para uma LDP 3/4 elementos, ascender-se-á a qualquer coisa como entre 800 a 1.000 homens que desfilaram por aquelas unidades navais.




Em cima e em baixo, exemplos das LDM da classe 300 e 400



Em Angola, para idêntico modelo, foram consideradas as LDM 409, LDP 105, LDP 201 e 202, LDP 207 a 210 e LDP 213 a 215. Totalizariam próximo de 87 anos de serviço, 43 comissões e cerca de 130 a 200 homens nas guarnições.

Em Moçambique, por analogia, consideraram-se as LDM 404 e 405, LDM 407 e 408, a LDP 103 (adaptada em 1969 ao NAL “Sam Brás”), a LDP 107 e ainda as LDP 203 e 204. Os números rondariam os 79 anos de comissão, 40 comissões e a totalidade de elementos da guarnição a rondar os 120 a 175 homens.

No Continente, Açores e Madeira permaneceram as LDM 119 a 121, as LDM 418 a 425, a LDP 109 e a LDP 216. Não tem sentido efectuar quaisquer comparativo para as unidades que aqui estacionaram, dado que quase todas elas se mantiveram em serviço para lá do ano de 1985 e algumas foram adaptadas a outras funções como instrução, formação e transporte, bem como outras tarefas.





Guiné, 1963 - A LD 1, mais tarde LDP 101 e primeira da classe 100, no final de uma operação apresta-se para atracar à FF «Nuno Tristão»

Notas:
• As LDP 101 a 107 tiveram inicialmente as denominações de LD 1 a LD 7, respectivamente.
• As LDM 101 e 102 foram renomeadas como LDM 202 e 204, respectivamente.
• As LDM 501 a 506 foram renomeadas como LDM 308 a LDM 313, respectivamente.

Continua com Parte III
Lanchas de Desembarque Grandes (LDG)




Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Desembarque Grandes (LDG), Lanchas de Desembarque Médias (LDM), Lanchas de Desembarque Pequenas (LFP), 17º VOL, 2005, com fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada.


mls

07 maio 2021

Revisitar o Museu de Marinha - Parte I


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 31 Janeiro de 2013/31 de Julho de 2019)

Parte I

Introdução: Entendi não dever alterar/actualizar o conteúdo deste post até porque retiraria significado à sequência de outros posteriores que irei republicar. Em tempo de pandemia e contenção, apenas posso acrescentar que nunca mais estive presente no Museu de Marinha desde a data desta publicação





No final do ano transacto, por duas vezes, entendi revisitar a nobre instituição que é o Museu de Marinha. Não o fazia há muito! Um mea culpa que assumo, agravado pela condição de integrar os corpos directivos do GAMMA – Grupo de Amigos do Museu de Marinha, cuja actividade pelo desempenho do cargo seria suposto motivar-me para maior assiduidade e empenho.

Não me tem sido possível disponibilizar esse tempo, enovelado num afã de compatibilizar solicitações com resolução de problemas que, de forma agravada para a generalidade das pessoas mas também para mim, afectam indiscriminadamente a vida da maioria dos cidadãos.

Não sendo imune a uma certa crise instalada nem excepção à regra, acautelar saúde temporariamente abalada, acompanhar emigração de familiares próximos por motivos profissionais e necessidade de redimensionar meios no equilíbrio de vida profissional, tornaram-se para mim objectivos prioritários.

Depois de algum tempo de navegação em águas alterosas e turvas, conseguida agora alguma acalmia de vento e mar, suponho poder regressar, no ano que ora se inicia, às habituais deambulações Reserva Naval, numa aposta de manter içada aquela bandeira, soprada por agitado vento num drapear excessivo.

Agradecendo aos leitores que me acompanham e motivam, aqui deixo expressa a minha vontade pessoal de, navegando neste blogue, sulcar alguns rumos ainda não marcados, dobrando alguns cabos que não o das Tormentas aportando, enfim, a alguns aspectos da memória histórica da Marinha e da sua Reserva Naval.

Não tem sentido falar em Reserva Naval sem que o conceito seja desenvolvido devidamente enquadrado na Marinha e, de igual modo, não terá significado pensar em memória histórica da Reserva Naval sem o empenho e dinamização activa e interessada da Instituição, a casa-mãe daquela classe de oficiais.

Ipso facto, a História da Marinha da última metade do século passado, supor-se-á dever incluir o historial de duas gerações de oficiais da Reserva Naval, como valioso activo da sua própria história.




Anuário da Reserva Naval 1958-1975

Correspondendo a dois períodos distintos de formação de oficiais, houve uma primeira leva de 1.712 oficiais da Reserva Naval, distribuída por 25 cursos de várias classes, entre 1958 e 1974 (durante o ano de 1975 não se realizaram cursos), necessidade emergente de uma solicitação acrescida de meios e pessoal, consequência do aumento do dispositivo naval que antecedeu a eclosão da Guerra do Ultramar nos teatros de Angola, Guiné e Moçambique.

A partir do ano de 1975, com o final dos conflitos além-mar, houve que encarar a retracção do dispositivo naval da Marinha com o redimensionamento consequente, redefinição do espaço geográfico e vocações próprias, bem como ainda a atribuição de prioridades operacionais específicas. Contrariamente ao previsível, mais 1.885 oficiais da Reserva Naval, igualmente distribuídos por várias classes, numa segunda geração de 78 cursos, foram formados entre 1976 e 1992.




Anuário da Reserva Naval 1976-1992

Reforçar meios em áreas como investigação científica, salvamento, apoio e protecção a populações, acções de paz ou formação, segurança interna, fiscalização, combate ao narcotráfico e pirataria obrigou a Marinha, a socorrer-se das universidades, continuando a recorrer ao exterior na admissão médicos, engenheiros, economistas, juristas, especialistas em diversos ramos, fuzileiros, etc.

Este espaço de tempo de mais de três décadas, sem o indispensável suporte documental ou também lembrado em representação museológica pelo modelo, pela imagem ou na escrita, pode configurar um tão inconveniente como indesejável esquecimento e, ainda que tal não venha a suceder, tempo em excesso decorrido sobre acontecimentos factuais, implicará necessariamente esbatimento e deturpação no relato histórico posterior dos acontecimentos.

Particularmente no que diz respeito à Guerra do Ultramar, participada intensamente pela geração de militares dos anos ’60, dos quadros permanentes ou como reservistas, com um horizonte de vida agora compreensivelmente encurtado, correr-se-á o risco de desaparecerem, a curto prazo, muitos dos testemunhos vivos, fontes insubstituíveis de acontecimentos ainda não relatados.

No caso da Marinha de Guerra além dos Sargentos e Praças que integraram, no decorrer daquele alargado período de tempo, os diversos dispositivos navais em várias frentes, há também que considerar os Oficiais dos Quadros Permanentes e da Reserva Naval que desempenharam missões em Unidades Navais, Fuzileiros ou também Unidades e Serviços em Terra.


Continua com Parte II
Lanchas de Desembarque Médias (LDM) e Lanchas de Desembarque Pequenas (LDP)


Fontes:
Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Comandantes Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado. Lisboa 1992; Anuário da Reserva Naval 1976-1992, Manuel Lema Santos, AORN, 2011; fotos de arquivo do autor do blogue;


mls

28 abril 2021

Guiné, 1970 - Operação Mar Verde, a maior e mais complexa acção na Guerra do Ultramar





Já de regresso à ilha de Soga, na proa da LFG "Dragão", em franco convívio, prisioneiros recém-libertados e elementos da guarnição daquele navio




Fontes:
Texto adaptado, já anteriormente publicado na revista n.º 18 da AORN-Associação dos Oficiais da Reserva Naval, Outubro de 2010; fotos agora cedidas cedidas ao autor do blogue por cortesia do CMG Luis Costa Correia, então 1.º Tenente e comandante da LDG «Montante» e do 2TEN RN João Manuel Nuno Vaz, então oficial imediato da LFG «Dragão», 13.º CFORN;


mls

24 abril 2021

Guiné 1974 - DFE 23, Destacamentos de Fuzileiros Especiais Africanos e Reserva Naval


DFE 23 - O terceiro Destacamento de Fuzileiros Especiais Africano da «Série 20»

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 28 de Abril de 2012/27 de Março de 2019)


Abaixo publicamos a constituição completa do DFE 23, o terceiro e último Destacamento de Fuzileiros Especiais Africano, incluindo Oficiais, Sargentos e Praças. Tal como anteriormente, admitimos a existência de gralhas já que, a ausência de documentação além da fonte utilizada que nos permitisse a verificação dos nomes, um a um, impossibilitou esta confirmação.

Foi activado em 1 de Julho e desactivado a 25 de Agosto de 1974, tal como as restantes Unidades de Fuzileiros Africanos instalados em Bolama. Foi nomeado seu comandante o 1TEN FZE António José Carreiro e Silva

No seu curto tempo de existência, os 4 Oficiais que o integraram, pertenceram todos à Reserva Naval incluindo o comandante, já depois de ter ingressado nos Quadros Permanentes. De notar que não consta a integração de Sargentos e Praças metropolitanos. Não chegou a intervir operacionalmente.








Ver também:





Fontes:

Fotos do arquivo pessoal do autor do blogue, cedência do Arquivo de Marinha; Fuzileiros - Factos e Feitos na Guerra de África - Guiné de Luis Sanches Baêna, 2006;

mls

23 abril 2021

Guiné 1971/1974 - DFE 22, Destacamento de Fuzileiros Especiais Africanos e Reserva Naval


DFE 22 - O segundo Destacamento de Fuzileiros Especiais da «Série 20»

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 26 de Abril de 2012/25 de Março de 2019)


Abaixo publicamos a constituição completa do DFE 22, o segundo Destacamento de Fuzileiros Especiais Africano, incluindo Oficiais, Sargentos e Praças.

Tal como anteriormente, admitimos a existência de gralhas já que, a ausência de documentação além da fonte utilizada que nos permitisse a verificação dos nomes, um a um, impossibilitou esta confirmação.

Foi activado em Novembro de 1971, depois de os militares que o integraram terem efectuado o Juramento de Bandeira, em 5 de Outubro, no Centro de Preparação de Bolama.

Foi nomeado seu comandante o 1TEN FZE Alberto Rebordão de Brito e a Unidade foi inicialmente dividida em dois Grupos de Assalto, tendo um ficado sedeado no aquartelamento de Buba e o outro em Bolama, com a missão de fiscalizar e patrulhar o rio Grande de Buba, canal de Bolama e seus afluentes, dispondo de uma faixa ribeirinha de intervenção.

Ficou atribuído, a título experimental ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.

Ao longo dos seus quase três anos de existência, dos 12 Oficiais que o integraram, 11 pertenceram à Reserva Naval/Reserva Marítima incluindo dois dos três comandantes, já depois de terem ingressado nos Quadros Permanentes onde, mais tarde, vieram a inscrever-se mais três oficiais da Reserva Naval.

O único oficial originariamente dos Quadros Permanentes, da classe de Administração Naval, foi também um dos comandantes do Destacamento.









Ver também:




Fontes:

Fotos do arquivo pessoal do autor do blogue, cedência do Arquivo de Marinha; Fuzileiros - Factos e Feitos na Guerra de África - Guiné de Luis Sanches Baêna, 2006;

mls

22 abril 2021

Guiné 1970, DFE 21 - Destacamentos de Fuzileiros Especiais Africanos e Reserva Naval


DFE 21 - O primeiro Destacamento de Fuzileiros Especiais da «Série 20»

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 25 de Abril de 2012/23 de Março de 2019)

Abaixo publicamos a constituição completa do DFE 21, o primeiro Destacamento de Fuzileiros Especiais Africano, incluindo Oficiais, Sargentos e Praças. Admitimos a existência de gralhas e a ausência de documentação, além da fonte utilizada, que nos permitisse a verificação dos nomes, um a um, impossibilitou esta confirmação.

Activado em 21 de Abril de 1970, foi desactivado em 25 de Agosto de 1974. Ao longo dos seus mais de quatro anos de existência, dos 14 Oficiais que o integraram, 12 pertenceram à Reserva Naval incluindo os Comandantes, já depois de terem ingressado nos Quadros Permanentes.

Os restantes dois, igualmente do mesmo Quadro, desempenharam as funções de Oficiais Imediatos sendo que, os outros dois oficiais da Reserva Naval que desempenharam funções idênticas vieram, mais tarde, a pertencer também aos Quadros Permanentes.

Nas próximas publicações seguiremos a mesma filosofia relativamente aos outros dois DFE Africanos, os DFE 22 e DFE 23, após o que efectuaremos um curto resumo possível da acção destas unidades no teatro da Guiné com a inserção de alguns registos fotográficos.








Fontes:

Fotos do arquivo pessoal do autor do blogue, cedência do Arquivo de Marinha; Fuzileiros - Factos e Feitos na Guerra de África - Guiné de Luis Sanches Baêna, 2006;

mls

18 abril 2021

Estatuto do Antigo Combatente - Boletim Informativo


Emitido pelo Gabinete da Secretária de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes
Avenida Ilha da Madeira, 1 • 1404-204 Lisboa, Portugal

Tel: +351 21 303 45 00 • email: gabinete.senha@mdn.gov.pt.www.portugal.gov.pt



Nota pessoal: Existem apenas «Antigos Combatentes» tal como legislado pela Lei 46/2020, 2020-08-20 - DRE que aprova o Estatuto de Antigo Combatente e nunca a expressão depreciativa e subalternizante de "ex-combatentes" indevidamente utilizada em muitos textos publicados, incluindo alguns da comunicação social.

Fontes:
Circular n.º 12 de 20210415 da Liga dos Combatentes em https://www.ligacombatentes.org.pt/


mls