20 maio 2019

Bissau, Anos '70 - Imagens que despertam memórias (IV)


Guiné, anos '70 - Retalhos fotográficos




Guiné, 1971 - Os batelões "Tejo" e "Correia II" acostados em pausa de combóio naval.
Confusão, molhada e tempo de lazer do pessoal que integra o combóio








Farim, 1973 - Porta de Armas do aquartelamento e batelões comerciais acostados na baixa-mar.
Visível, em primeiro plano, a LDG «Alfange» abicada








Guiné, 1973 - Em cima a BA12, Base Aérea de Bissalanca e, em baixo,
um helicóptero Alouette III em vôo sobre a região de Ganturé








Guiné/Cafine, 1973 - Em cima um abrigo subterrâneo para a população e, em baixo, uma "estranha sala de leitura" com duas metralhadoras de fita por perto








Guiné/Bissum, 1973 - Em cima, visualizar um belo pôr-de-sol a partir de uma LDM que integra um combóio naval com a metralhadora Oerlikon apontada para nenhures, em descanso e,
em baixo, imagem aérea da Guiné de tarrafo e mais tarrafo...






Fontes:
Texto e fotos do arquivo pessoal do autor do blogue, com amável cedência de fotos de CFR Abel Ivo de Melo e Sousa, 2TEN FZ RN Manuel Gomes Ferreira e Alf. Médico Alberto Lema Santos;


mls

12 maio 2019

Bissau, 1964- Imagens que despertam memórias (III)


Guiné, 1964 - Operação Tridente, Marinha e os Helicópteros Alouette III da FAP


Em Janeiro de 1964, o agravamento da situação militar no sector de Bissau e o aumento de actividade do PAIGC nos sectores oeste e sul da Guiné entendeu-s e militarmente ocupar o conjunto das ilhas de Caiar, Como e Catunco, importante região pelos recursos naturais, controladas pelo inimigo desde 1963. Considerava-se necessário controlar as vias marítimas de reabastecimento da zona sul, proteger populações, conseguir a instalação da autoridade administrativa,aproveitar os recursos económicos e, sobretudo, infringir perda de prestígio ao IN (inimigo).

Foi então iniciada a acção que viria a ser a maior de toda a Guerra do Ultramar, a Operação "Tridente" que se estendeu, por duas fases, de 15 de Janeiro de 1964 a 24 de Março. Envolveu múltiplos meios da Marinha, Exército e Força Aérea e, com baixas alargadas de ambos os lados, veio a revelar-se como uma vitória de «Pirro» com ganhos estratégicos duvidosos no tempo.

A participação da FF «Nuno Tristão» como navio de apoio às forças desembarcadas, mostrou a inovadora montagem de uma plataforma porta-helicópteros que permitiu quer a evacuação de feridos no decorrer da operação quer a presença do Ministro da Defesa de então, General Gomes de Araújo.

São dessas fases da «Operação Tridente» que a seguir se inserem algumas imagens.




1964, Guiné, Operação Tridente - Colocação dos primeiros barrotes em madeira para a montagem de uma plataforma porta-helicópteros na FF «Nuno Tristão»







1964 - Guiné, Operação Tridente
O piloto do helicóptero treina a aproximação à FF «Nuno Tristão»








1964 - Guiné, Operação Tridente
O Ministro da Defesa Nacional, General Gomes de Araújo, chega de helicóptero à FF «Nuno Tristão»








1964 - Guiné, Operação Tridente
Os maqueiros da FF «Nuno Tristão» transportam feridos para helicóptero








1964 - Guiné, Operação Tridente
Helicóptero prestes a poisar na FF «Nuno Tristão» com NH «Pedro Nunes» de braço dado




Numa homenagem à FAP - Força Aérea Portuguesa no que representou o apoio global das diferentes Esquadrilhas de Helicópteros Alouette III na Guerra do Ultramar se partilha abaixo um pequeno vídeo.






Fontes:
Texto e fotos do arquivo pessoal do autor do blogue, com amável cedência de fotos do Arquivo de Marinha; cópia de vídeo por cortesia da FAP - Força Aérea Portuguesa, disponibilizado no Youtube em https://youtu.be/7ld1ntHfnZs


mls

08 maio 2019

Guiné, 1967 – Rio Cacine, Gadamael_Porto (III)


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 1 de Junho de 2012)


Gadamael_Porto e o corredor da morte




Região de Cacine, parte montante do rio com o mesmo nome

(clique na imagem para ampliar)


João José de Lima Alves Martins, foi Alferes Miliciano de Artilharia e, entre 1967/69, foi destacado para a Guiné. Comandou um pelotão do BAC1, tendo desempenhado diversas missões naquele território que o transportaram de Bissau a Bissum, Piche, Bedanda, Gadamael_Porto, Guileje, Bissau, Bigene, Ingoré e, então de regresso, novamente a Bissau.




Em cima, o porto interior de Bedanda no rio Cumbijã e,
em baixo, um combóio de LDM e batelões sobe o rio Cacine rumo a Gadamael_Porto




“...Já estava relativamente bem inserido na comunidade de Bedanda quando recebo a bombástica informação que tinha que rumar a Guileje. Sabia que não podia ser coisa boa pois fica a pouca distância da República da Guiné onde o IN tinha as suas bases e os seus apoios. Embarcámos os obuses em três LDM, descemos o rio Cumbijã e subimos o rio Cacine que achei espectacular com as suas águas estanhadas reflectindo a beleza das margens e desembarcámos em Gadamael_Porto, onde passei a melhor semana em que estive na Guiné...”




Gadamael_Porto, só com acesso a LDM e o cais de atracação

Além da trouxa às costas tinham por companhia de jornada as incómodas e pesadas, mas também imponentes e ameaçadoras peças de artilharia de 11.4 cm, cujo transporte por picadas, instalação e manutenção eram verdadeiras epopeias de resistência às dificuldades de movimentação e utilização.

Notável nomadismo de percurso, algo parecido com os de Marinha, apenas no que de comum tiveram as jornadas efectuadas e apoiadas pelas LDG’s ou LDM’s, Lanchas de Desembarque Grandes ou Médias, e também alguns dos locais, a norte ou a sul. Outros nem tanto já que, daquela relação, Piche e Guileje eram inacessíveis à navegação.

De ambas as povoações se conhecia a fama de locais pouco recomendáveis aos militares em serviço naquela antiga Província, estando o último conotado como uma obrigatória menção de pertencer ao “corredor da morte”, designação por que ficou conhecido o percurso que, na península do Quitafine, corria paralelo à fronteira, a sul e a leste, com a República da Guiné.

A estrada, classificação de luxo para a ligação referida, tinha um último reduto sul em Cameconde, a cerca de oito quilómetros de Cacine, passava por Cacoca, Gadamael_Porto, Guileje, Aldeia Formosa e Mampatá, junto aos rápidos da Saltinho do rio Corubal.

A proximidade da fronteira e da base inimiga de Sansalé eram pontos de permanente tensão e combates para as unidades militares que, na área, se empenhavam em cortar um caminho natural às cambanças logísticas de armamento e pessoal do PAIGC para o interior do território.




Gadamael_Porto na preia e na baixa-mar



A dimensão dos conflitos na Guiné, Angola e Moçambique, bem como a ausência de empenhamento político determinado, reforça a minha convicção de que ainda está por encetar uma verdadeira história conjunta da Guerra do Ultramar, escrita com a participação dos três ramos das Forças Armadas, em que nada seja excluído.

E, portanto, que inclua necessariamente a versão da geração de oficiais dos Quadros Permanentes que a encabeçaram e dirigiram, mas também os contributos de todos os milicianos, sejam eles Oficiais, Sargentos ou Praças dos três ramos das Forças Armadas, incluindo igualmente os Oficiais da Reserva Naval que nela participaram e sem os quais não teria sido sequer possível o início.

Entretanto, ir-se-ão coleccionando retalhos individuais diversos, tecidos por soldados, marinheiros e aviadores a que falta todo um complexo encadeado de explicações que os interliguem culturalmente, para que a História possa ser construída a partir dos alicerces com perspectiva social, política e económica estruturadas.

Historiadores e sociólogos cumprirão futuramente a tarefa. Há que corrigir distorções militares de conveniência que, por vezes sem as competências devidas, se afadigam a escrever provisoriamente, com um certo ar de definitivo. Muitas vezes sem cuidar de ouvir testemunhos de participantes.




Em cima, no cais de Bedanda o denominado "matador" para carregar os obuses e,
em baixo, aspecto de uma coluna militar de artilharia.




João José Alves Martins, com elevado sentido de amizade e camaradagem disponibilizou-me pessoalmente textos e imagens de que, modestamente, me limito a reproduzir alguns trechos ilustrados deixando, a quem melhor que eu, saiba fazer relatos históricos de outra guerra, a que se vivia em terra.

“...Mais, o sentimento mais profundo que trago como recordação, é que, na Guiné, eu não estava no estrangeiro, mas em Portugal, e quando estou com alguém de lá, não posso deixar de lhe dar o meu abraço de “irmão”, porque vejo nele um português que vive no estrangeiro...”

“...Parte de mim ficou na Guiné, para sempre, não só pelo sentimento do dever cumprido que é independente do regime que vigorava na altura, mas sobretudo, pela experiência e pelo reconhecimento de cerca de 500 anos de convivência e de pertença à mesma Nação, e esta realidade não se esquece, não se apaga e não está à venda…”

Revelou-me nutrir grande paixão pela Marinha a que, certamente, não é alheia a genética paterna por ele herdada e alimentada na qualidade de filho de oficial dos Quadros Permanentes.

Aqui lhes dedico, a ambos, estes rabiscos de alguém empenhado na impossível tarefa de não deixar ninguém para trás no registo de memórias Reserva Naval.


Mais informação em:




Fontes:
Texto do autor do blogue; extractos assinalados e fotos cedidas gentilmente por João Alves Martins, Alferes Miliciano de Artilharia, BAC1, Bissum, Piche, Bedanda e Guileje, 1967/69;


mls

07 maio 2019

Bissau, 1967/68 - Imagens que despertam memórias (II)


Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro

Heródoto






Bissau - Vista noturna da Avenida da República que percorria o centro de Bissau entre o cais do Pijiguiti e a Praça do Império onde se situava o palácio do governador





Anos '60 - O então Centro de Estudos da Guiné Portuguesa que existiu entre 1946 e 1975






Duas perspectivas da antiga Praça do Império e Palácio do Governador








O antigo edifício dos CTT a meio da Avenida da República, com a curiosidade de estarem estacionados, em frente, viaturas da época como um Ford Taunus 17M (sabonête) e um DKW 3=6






A pensão da Dona Berta, local obrigatório para uma estadia de passagem, um aprazado encontro ou ainda para saborear um gelado; estacionado em frente um "Land Rover" dos fuzileiros e, por detrás do edifício,
a Sé Catedral, em baixo visível na totalidade









O monumento a Diogo Gomes que, ao lado do antigo Edício da Alfândegas,
no enfiamento da ponte-cais em "T", parece contemplar o horizonte




Fontes:
Textos de legendas e fotos do arquivo pessoal do autor do blogue;


mls

03 maio 2019

Bissau, 1968 - Imagens que despertam memórias (I)


Bissau, 1968 - Imagens que despertam memórias (I)

(Post reformulado a partir de outros já publicados em 23 de Maio de 2012)




A Avenida Marginal que percorria a orla marítima entre os Armazéns da Alfândega,
junto do Comando de Defesa Marítima da Guiné (CDMG),
Pijiguiti, Serviço de Assistência Oficinal (SAO) até às Instalaçõas Navais da de Bissau (INAB)





As Instalações Navais de Bissau, vendo-se em primeiro plano Porta de Armas do INAB





Atracadas de braço dado na asa interior da ponte-cais, em T, as LFG «Lira» - P361 e LFG «Orion» - P362





A "Alfange - LDG101, atracada na asa oposta da ponte-cais em faina de carga





Ao fundo, frente à ponte-cais, o ilhéu do Rei e, à direita, a LFG «Hidra» - P376 dá a volta para atracar






A LDM311, máquinas a vante "toda" faz-se ao lodoso Geba, para juzante





Bissau, ponte-cais na habitual faina de cargas e descargas





Bissau - Liceu Honório Barrêto





Bissau - Quartel da Amura




Fontes:
Todas as fotos foram cedidas gentilmente por João Alves Martins, Alf Mil Art, BAC1, Bissum, Piche, Bedanda e Guileje, 1967/69


mls

26 abril 2019

LDP 208 no Leste de Angola, 1971/1973 - Rio Zambeze, Chilombo


Angola, 1971/1973 - LDP 208, Rio Zambeze e Chilombo




Em cima, no rio Zambeze a «LDP 208» abicada para reabastecimento e, em baixo, em plena faina logistica




O Rio Zambeze, um dos grandes rios de Moçambique e de África, atravessa o extremo leste de Angola no saliente do Cazombo, pouco depois da sua nascente em território zambiano. Em Caripande, o rio Zambeze deixa o território angolano voltando a território da Zâmbia.

Na sua margem esquerda, mais concretamente no Chilombo, esteve baseado o Destacamento de Marinha do Zambeze - DESTACMARZAMBEZE - que, a par do Destacamento de Marinha do Lungué Bungo - DESTACMARLUNGUE - e do Destacamento de Marinha do Rivungo - DESTACMARRIVUNGO - constituíam as Forças de Marinha no Leste de Angola.

O Destacamento de Marinha do Zambeze integrava um Destacamento de Fuzileiros Especiais, um Pelotão de uma Companhia de Fuzileiros, uma Lancha de Desembarque Pequena, a «LDP 208», e uma Lancha de Transporte, a «Caripande».

No saliente do Cazombo, estavam aquarteladas várias unidades do Exército de entre as quais o Comando do Sector e do Batalhão na povoação do Cazombo, uma Companhia na Lumbala Velha, uma Companhia na Lumbala Nova, e um Pelotão reforçado no Posto Fronteiriço de Caripande.

A «LDP 208» foi transportada para o rio Zambeze – Chilombo, seccionada em três partes, primeiro de combóio, no conhecido Caminho de Ferro de Benguela, desde o Lobito até Vila Teixeira de Sousa e depois em coluna militar durante vários dias até ao Chilombo. Durante a paragem em Teixeira de Sousa, esta Vila sofreu um ataque violento.




Rio Zambeze, Chilombo - O cais das lanchas, sendo visíveis a «LDP 208», a lancha de transporte «Caripande», botes dos fuzileiros e uma viatura do Exército

Foi determinante a iniciativa do Marinheiro Artilheiro que acompanhava a lancha que resolveu abrir fogo com a peça Oerlinkon montada numa das partes da LDP 208. Naquela Vila considerava-se que a sua acção tinha evitado um banho de sangue dado que os habitantes não estavam preparados para situações como aquela e porque os atacantes vinham anestesiados com drogas e armados principalmente com armas brancas.

No Chilombo, depois de os técnicos do Serviço de Assistência Oficinal vindos de Luanda agruparem as três partes, a «LDP 208» ficou operacional e começou a cumprir a sua missão de transporte de carga e de pessoal. Navegou entre o Cazombo e Caripande, mas fundamentalmente entre o Chilombo e Caripande.

O caudal de água do rio Zambeze diminuía significativamente na época seca deixando o seu leito a descoberto em várias zonas. A navegação para montante em direcção ao Cazombo estava limitada a dois meses por ano, exigindo mesmo assim muitos cuidados, muita sondagem, muitas paragens, algum risco pessoal e material.

Entre o Chilombo e a Lumbala a navegação era possível durante quase todo o ano. Já para jusante em direcção a Caripande só eram garantidos três a quatro meses de navegação com carga embarcada.

A guarnição da «LDP 208» era constituída por um Cabo Manobra, o Patrão, por um Marinheiro Fogueiro e por um Marinheiro Artilheiro. A navegar embarcava uma secção de fuzileiros e um oficial, normalmente o Comandante do Pelotão de Apoio; em algumas circunstâncias como, por exemplo, nas idas ao Cazombo, a lancha era escoltada por uma secção de botes.

A «LDP 208» armava com uma peça Oerlinkon de 20 mm instalada numa torre montada ligeiramente para vante e por cima da “ponte” e com duas MG 42 instaladas no poço a meio navio, uma a cada bordo. O poço da «LDP 208» era fechado e sobre-elevado por forma a permitir o transporte de pessoal em pé e com protecção. Mais tarde foi instalado um lança-foguetes de 37 mm.

A velocidade da lancha era muito baixa e o ruído do motor permitia a sua detecção a grande distância o que associado à sua pouca manobrabilidade e à pouca largura do rio tornava as navegações ao mesmo tempo perigosas e maçadoras.




Rio Zambeze - fotografia aérea próxima da fronteira com a Zâmbia



No início dos anos 70 um Pelotão reforçado da Companhia sediada na Lumbala Nova “assegurava a presença portuguesa” na fronteira. Rendia de três em três meses.

Representava o pior destino possível na região: sujeito a fogo de morteiro quase todas as noites a partir de território da Zâmbia obrigando a pernoita nos abrigos; reabastecimento muito difícil pelas limitações das vias de comunicação – o rio, que só era navegável com a «LDP 208» durante três meses do ano, uma picada intransitável e com muitas minas, e uma aeronave que uma vez por semana (nem sempre) sobrevoava baixo para largar correio e uns poucos kilos de carne; sem população.

Representava um verdadeiro desterro. Em meados de 1971 a «LDP 208» sofreu um ataque com armas de tiro curvo e tiro tenso numa curva do rio quando o subia em direcção à Lumbala Nova, depois de ter reembarcado cerca de cem militares que regressavam de uma operação de nomadização. A peça encravou depois da primeira rajada em consequência do fino e quase invisível pó que permanentemente pairava sobre o rio.

O poço da lancha quase não permitia movimento no seu interior. A MG 42 de estibordo, o exposto ao ataque, também encravou. A Bazooka foi perfurada por um tiro de que resultaram estilhaços que feriram o respectivo apontador, o MAR FZE Dias. Este, apesar de ferido, desceu ao poço da Lancha e conseguiu fazer mudar a outra MG 42 para estibordo acabando por conseguir impor supremacia de fogo e ganhar tempo para que a lancha, habilmente manobrada pelo respectivo Patrão, o Cabo Manobra Sabino, se afastasse da zona de morte.




Rio Zambeze - A «LDP 208», navega preparada para qualquer eventualidade

O reabastecimento do Destacamento de Marinha no Zambeze e das unidades do Exército estacionadas nas Lumbalas e em Caripande era assegurado quase exclusivamente por avião Nord Atlas da FAP que voava a partir do Luso em direcção à Lumbala Nova uma vez por semana (em princípio). Para além do lançamento e da recolha de grupos de combate das Companhias do Exército, cabia essencialmente à «LDP 208» fazer chegar ao Chilombo e a Caripande a carga transportada pelo avião.

As navegações para Caripande são justamente motivo de especial orgulho pessoal e de sentimento de dever cumprido por parte das guarnições da «LDP 208». Asseguravam durante três meses por ano o reabastecimento semanal e o reabastecimento de bens não perecíveis e de necessidades em material para o resto do ano viabilizando a sobrevivência dos militares ali estacionados.


J.M.Dias da Silva, 16.º CFORN
CMG FZ




Nota:
Karipande é uma aldeia do Alto Zambeze no Moxico, em Angola. Dista 600 km de Luena e tem 7.000 habitantes. Na língua soba chama-se Mukumbi Munhau. Karipande foi o local da morte do "Comandante Hoji-ya-Henda"(José Mendes de Carvalho), com 27 anos de idade. Foi sepultado próximo do rio Lundoji a 30 quilómetros do então quartel de Karipande, da Frente Leste/3ª Região Político-Militar (14 de abril de 1968).

Fontes:
Texto do autor compilado a adaptado a partir da Revista n.º 20 de Novembro de 2012 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, com imagens cedidas por José Manuel Dias da Silva, 16.º CFORN (CMG FZ);

; Nota final de "Karipande" in https://pt.wikipedia.org/wiki/Karipande;

mls

15 abril 2019

Guiné, 1968 - Visita Presidencial à Guiné no paquete N/M «Funchal»


Post reformulado a partir de outros já publicados em 2006.08.29 e 2006.11.07




Fontes: Texto e imagens de N/M «Funchal» em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Funchal_%28paquete%29; texto e imagens do "post" de arquivo do autor do blogue com cedências parciais dos Comandantes Adelino Rodrigues da Costa e Carlos Fernando Dias Souto;

mls