31 agosto 2020

25.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Ago74

Post reformulado a partir de outro já publicado em 20101231





Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios e Relação de Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Lista da Armada; fotos da Revista da Armada.


mls

23 agosto 2020

Guiné, LFP «Alvor» - P 1156


Post reformulado a partir de outro já publicado em 20110304





Fontes:
Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha, 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas - LFP, 16º VOL, 2005; Texto e fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada;


mls

22 agosto 2020

Guiné, LFP «Procion» - P 1153


Post reformulado a partir de outro já publicado em 20110221





Fontes:
Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha, 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas - LFP, 16º VOL, 2005; texto e fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada;


mls

19 agosto 2020

Angola, LFP «Espiga» - P 366


Post reformulado a partir de outro já publicado em 20101012





Fontes:
Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha, 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas - LFP, 16º VOL, 2005; texto e fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada;


mls

17 agosto 2020

Guiné - Cerimónia de rendição do DFE 7 em Bissau


Bissau, 27 de Abril de 1968


Nota do autor do blogue

No resumo filmado, o Comodoro Almeida Graça, Comandante da Defesa Marítima da Guiné, discursa e condecora o Comandante do Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 7, 1TEN Moitinho de Almeida com a Medalha das Campanhas de África, aquando da rendição daquela Unidade.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls




(RTP Arquivos)


Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/render-de-fuzileiros-na-guine/


mls

15 agosto 2020

24.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Fev74


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 15 de Dezembro de 2010)





Fontes:
Fontes: Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios e Relação de Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, Comissão Cultural de Marinha, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Lista da Armada; Fotos de arquivo do autor com cedências do Arquivo da Marinha, Revista da Armada e CFR Abel de Melo e Sousa;


mls

13 agosto 2020

Bissau, 1971 - Jantar em honra do Ministro da Marinha, Almirante Manuel Pereira Crespo


Nota do autor do blogue

Guiné, 20 de Janeiro de 1971 - Registo filmado de um Jantar em honra do Ministro da Marinha, Almirante Manuel Pereira Crespo na Messe de Marinha em Bissau.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





RTP Arquivos



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/chegada-partida-e-jantar-em-honra-do-ministro-da-marinha-na-guine-bissau/


mls

10 agosto 2020

Juramento de Bandeira do 9.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval


Nota do autor do blogue

Registo filmado do Juramento de Bandeira na Escola Naval do 9.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls




(RTP Arquivos)

Escola Naval, 17 de Março de 1967

Ministro da Marinha, Almirante Fernando Quintanilha de Mendonça Dias, preside à cerimónia.



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/juramento-de-bandeira-em-almada/

mls

08 agosto 2020

06 agosto 2020

Guiné, 1963 - Chegada de Transportes de Tropas


Nota do autor do blogue

Registo filmado da chegada de Transportes de Tropas à Guiné em 29 de Julho de 1963.

Visível no resumo filmado o NM «Ana Mafalda» atracado no porto de Bissau e os NM «Sofala» e NM «Niassa» fundeados ao largo;

O Comandante Vasco Rodrigues, Governador Geral da Guiné, cumprimenta os oficias a bordo, enquanto os militares desembarcam em lanchas da Marinha no cais de Pijiguiti, a que se segue a cerimónia de entrega de equipamento pessoal e armamento, após o que se dirigem aos transportes que os esperam.

O Brigadeiro Louro de Sousa, Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, é recebido a bordo do NM «Niassa» pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco Ferrer Caeiro, Comandante de Defesa Marítima da Guiné e pelo Tenente-Coronel Cavaleiro, Comandante das unidades que regressam à Metrópole.

Passa revista aos militares formados no convés e faz uma breve alocução às tropas embarcadas na cabine do comandante.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





RTP Arquivos - Chegada de tropas à Guiné



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/chegada-de-tropas-a-guine-2/


mls

04 agosto 2020

Guiné, 1969 – Emboscada a um comboio naval - Parte II

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 20 de Julho de 2010)




Fontes:
Pesquisa e compilação de texto a partir do relatório do 2TEN FZE RN José António Lopes da Silva Leite, núcleo 236-A do Arquivo de Marinha; fotos do Arquivo de Marinha; imagens do autor do blogue efectuadas a partir de extractos da carta da Guiné (cortesia IICT);


mls

03 agosto 2020

Guiné, 1969 – Emboscada a um comboio naval - Parte I

Post reformulado a partir de outro já publicado em 2010.07.15




Fontes:
Pesquisa e compilação de texto a partir do relatório do 2TEN FZE RN José António Lopes da Silva Leite, núcleo 236-A do Arquivo de Marinha; fotos do Arquivo de Marinha; imagens do autor do blogue efectuadas a partir de extractos da carta da Guiné (cortesia IICT);


mls

01 agosto 2020

24 julho 2020

Guiné, LFP «Aldebaran» - P 1152


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 4 de Março de 2011)





Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

22 julho 2020

Guiné,1966 - DFE 4 comemora um ano de comissão


Nota do autor do blogue

O filme resume a comemoração, em Bolama, do aniversátrio do primeiro ano de comissão do DFE 4 - Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 4.

O Comandante da Defesa Marítima da Guiné, Comodoro Ferrer Caeiro, acompanha e preside à cerimónia acompanhado pelo comandante da unidade, 1TEN Rui Jorge de Aguiar dos Santos Paiva, outros oficiais do CDM da Guiné e o pessoal do destacamento que embarca na LFG «Lira» rumo a Bolama, onde são recebidos pela autoridades civis e militares locais.

A LFG »Lira» navega de Bissau para juzante do rio Geba até à foz, contorna a costa para sul e demanda o porto da cidade de Bolama, depois de entrar a barra do rio Grande Buba.

Fundeia ao largo, uma LDM - Lancha de Desembarque Média transporta o pessoal para terra, onde se seguem os cumprimentos habituais das autoridades presentes, uma revista pelo CDM da Guiné à guarda de honra na parada e um jogo de futebol amigável a que se segue um almoço-convívio.

Alocuções finais do Comodoro Ferrer Caeiro e do 1TEN Santos Paiva, comandante do DFE 4.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





(RTP Arquivos)

Bolama, 23 de Outubro de 1966 - 1.º Aniversário da Comissão do DFE 4 - Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 4



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/1-o-aniversario-da-comissao-dos-fuzileiros-especiais/


mls

20 julho 2020

Guiné,1967 - DFE 6 regressa a Portugal


Nota do autor do blogue

O filme resume a cerimónia de despedida de destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 6 no INAB - Instalações Navais de Bissau, formado na parada.

O Comandante da Defesa Marítima da Guiné, Comodoro Aníbal de Almeida Graça, enaltece o comportamento do Destacamento ao 1TEN José Leiria Pinto, comandante daquela unidade e, na oportunidade, são atribuídas condecorações a vários fuzileiros.

Segue-se um desfile do DFE 6 pela avenida marginal. Na ponte-cais em "T" repleta de pessoal que regressa, é possível observar várias movimentações de outras força militares com pormenores diversificados, vendo-se o TT «Uíge» fundeado ao largo e várias embarcações que transportam pessoal e bagagens para bordo.

São várias as unidades navais da Marinha atracadas sendo possível observar a LDP 211, as LFG «Cassiopeia» P373, LFG «Hidra» P376 e LFG «Lira» P361.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





(RTP Arquivos)

Bissau, 9 de Novembro de 1967 - Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 6 regressa a Portugal no final da comissão de serviço



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/partida-de-contingentes-militares-da-guine/


mls

18 julho 2020

Reserva Naval e Cães da Armada







Fontes:
Texto e fotos de arquivo do autor do blogue, cedidas pelo autor do artigo e já publicadas, ao tempo, na Revista n.º 10 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, Outubro 1999; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992;


mls

17 julho 2020

Juramento de Bandeira do 19.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval


Nota do autor do blogue

Registo filmado do Juramento de Bandeira na Escola Naval do 19.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval.

Alerta-se para o facto de que, ao tempo, o CEMA - Chefe do Estado-Maior da Armada que figura na foto inicial, se trata do Almirante Ornelas e Vasconcelos.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





(RTP Arquivos)

Escola Naval, 14 de Abril de 1972 - General Horácio Sá Viana Rebelo, Ministro da Defesa e do Exército, preside à cerimónia




Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/sa-viana-rebelo-no-juramento-de-bandeira-no-alfeite/


mls

16 julho 2020

19.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Classe de Fuzileiros


(RTP Arquivos)

16 de Março de 1972 - Cerimónia de imposição de boinas em Vale do Zebro



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/cerimonia-de-imposicao-de-boinas-em-vale-do-zebro/


mls

14 julho 2020

Missão na Guiné, 13 de Setembro de 1965


Nota do autor do blogue

Registo filmado do "regime político de então" em que foi também objectivo distinguir os "bons, os maus e os vilões" que participaram na Guerra do Ultramar.

Retirada a carga emocional e afectiva de quem se viu envolvido na guerra da Guiné, alguns pormenores são interessantes na perspectiva de memórias históricas em que documentação e imagens daquele teatro são escassos. Filmagens são mesmo quase inexistentes.

Vale a pena uma vista de olhos no contexto histórico de então.

Manter presente que, conforme alerta «RTP Arquivos» o resumo analítico contém erros e imprecisões devido a restrições técnicas.

mls





(RTP Arquivos)

Missão na Guiné



Fontes:
Foto, texto e filme partilhados a partir de «RTP Arquivos» em https://arquivos.rtp.pt/conteudos/missao-na-guine/


mls

12 julho 2020

Guiné, LFP «Arcturus» - P 1151


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 13 de Fevereiro de 2011)





Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Lisboa, 1992; texto e fotos de arquivo do autor do blogue e da Revista da Armada;


mls

08 julho 2020

Galeria Reserva Naval - António Rodrigues Maximiano

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 4 de Março de 2011)



Fontes:
Texto inicial e fotos do autor do blogue; texto do artigo «Notas soltas sobre um homem excepcional, cidadão do mundo», compilado da revista n.º 19 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, publicada em Outubro de 2011; noticias.rtp.pt; http://www.rtp.pt/programa/tv/p2090/e16


mls

07 julho 2020

Angola, LFP «Venus» - P 1133


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 12 de Novembro de 2010)





Fontes:
Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005, com fotos; Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Lista da Armada;


mls

06 julho 2020

Angola, 1967 - Massabi


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 24 de Outubro de 2010)





Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Fotos do Arquivo de Marinha;


mls

05 julho 2020

Angola, LFP «Júpiter» - P 1132


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 2 de Janeiro de 2018)





Fontes:
Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; compilação de texto e fotos do autor;


mls

04 julho 2020

Angola, LFP «Algol» - P 1138


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 8 de Novembro de 2010)





Fontes:
Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP), 16º VOL, 2005; compilação de texto e fotos do autor;


mls

29 junho 2020

23.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Ago1973


Post reformulado a partir de outro já publicado em 2010.11.14




Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios & Relação de Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, Comissão Cultural de Marinha, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, Comissão Cultural de Marinha, 2006; apontamentos e fotografia de curso cedidos pelo CMG FZE José da Conceição Gois, do 23º CFORN, que mais tarde ingressou nos Quadros Permanentes; Arquivo de Marinha, Revista da Armada e cedências pessoais de origens diversas;


mls

26 junho 2020

Marinha condecora «AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval» com Medalha Naval de Vasco da Gama

Esta publicação respeita integralmente no texto a cerimónia levada a cabo em 20 de Maio de 2001, incluindo a data de realização.






Fontes:
Texto compilado da revista n.º 13 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, publicada em Dezembro de 2001 no artigo «Condecoração da AORN»; fotos do espólio pessoal do autor do blogue;


mls

23 junho 2020

22.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Fev1973


Post reformulado a partir de outro já publicado em 2010.10.20




Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios e Outras Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Fotos do Arquivo de Marinha, Revista da Armada e cedências pessoais de origens diversas;


mls

20 junho 2020

Marinha, Reserva Naval e Escola Naval - Sala «Reserva Naval»


Esta publicação respeita integralmente no texto a cerimónia levada a cabo em 25 de Maio de 2000, incluindo a data de realização.





Fontes:
Texto compilado da revista n.º 12 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval, publicada em Dezembro de 2000 no artigo »Sala Reserva Naval»; fotos do espólio pessoal do autor do blogue com arranjo pessoal da imagem que encima este "post";


mls

18 junho 2020

O Almirante Sarmento Rodrigues e a Reserva Naval






Fontes:
Texto de autor do Eng.º Rogério Canas de Sousa Ferreira, Cadete decano da Reserva Naval do 1.º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval, publicado na Revista n.º 12 da AORN - Associação dos Oficiais da Reserva Naval de Dezembro de 2000;


mls

17 junho 2020

Almirante Sarmento Rodrigues


Recordando...

(Post reformulado a partir de outro já publicado em 9 de Outubro de 2016)





Fonte:
Opinião DN
9 de Setembro de 2014
Miguel Félix António
Jurista/Gestor



Nos tempos conturbados que vivemos é com gosto que evoco a vida de um português de têmpera, do género de "antes quebrar que torcer", a quem o nosso país muito deve, designadamente, pelo papel central que teve, como político e militar mas também como doutrinador, na antiga África portuguesa.

Manoel Maria Sarmento Rodrigues nasceu em Freixo de Espada à Cinta em Junho de 1899 e morreu em Lisboa a 1 de Agosto de 1979, passaram agora 35 anos.

Uma das suas primeiras missões como Oficial de Marinha foi no República, acompanhando em 1922 a viagem aérea de Gago Coutinho e Sacadura Cabral.

Em 1925-1926 é ajudante de campo do governador-geral do Estado Português da Índia e em 1928 secretário do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Entre 1931 e 1935, já primeiro-tenente, em Moçambique - terra à qual ficaria indelevelmente ligado -, foi comandante dos portos de Chinde e de Quelimane. Entre 1941 e 1945, comanda o Lima, navio que teve papel central na busca e no salvamento de largas dezenas de passageiros de navios estrangeiros atacados pela marinha alemã, ao largo dos Açores, e que lhe valeu os maiores encómios dos governos inglês e norte-americano, o que muito contribuiu para densificar o seu prestígio nacional e internacional.

A 26 de Junho de 1945 é nomeado governador da Guiné, onde em 1947 realizou as comemorações do V Centenário do Descobrimento Marítimo daquele território, que tanto ajudou a desenvolver.

Regressado a Lisboa a seu pedido em 1948, desempenha funções no Estado-Maior Naval e é eleito em 1949 deputado à Assembleia Nacional pelo círculo de Moçambique.

Entre 2 de Agosto de 1950 e 7 de Julho de 1955, integrou o Governo de Portugal como ministro do Ultramar, tendo nesse âmbito adoptado uma ampla reforma da administração colonial portuguesa.

Em 1957 é promovido a comodoro (actual contra-almirante) e designado comandante da Escola Naval, funções que desempenha até 1961, tendo presidido à Comissão das Comemorações do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique, no âmbito das quais foi edificado o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.

Por convite do novo ministro do Ultramar, é nomeado em 1961, já com o posto de contra-almirante (actual vice-almirante), governador-geral de Moçambique, cargo que desempenha até 1964 e do qual se demite por algumas propostas que considerava vitais para a consolidação do espaço lusíada não terem tido acolhimento no Governo.

Em Março de 1969 é um dos fundadores do Grupo de Estudos de História Marítima que esteve na génese da Academia de Marinha, de que seria o seu primeiro presidente quando da sua criação em Dezembro de 1978.

Foi autor de uma vasta obra sobre assuntos navais, de defesa e de administração colonial, nas quais mostrou que, a par da espada, era também um exímio manejador das letras.

Casado com uma sobrinha de Guerra Junqueiro, deixou um expressivo lote de descendentes, em quantidade e qualidade, como é o caso do actual presidente da Direcção Nacional da Liga Portuguesa contra o Cancro, o seu neto Francisco Cavaleiro de Ferreira.

Como escreveu Adriano Moreira, tratou-se de alguém "com uma firmeza de princípios que não dobram às conveniências", "sem a menção do qual não é possível escrever a história portuguesa, designadamente dos estados de língua portuguesa que ajudou a definir", e a quem bem se terá aplicado a célebre frase: "Mal com el-rei por amor-dos-homens, mal com os homens por amor de el-rei."




mls

16 junho 2020

21.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Ago1972


Post reformulado a partir de outro já publicado em 2010.09.14





Fontes:
Texto do autor do blogue com a colaboração do CMG José António Ruivo do 21.º CFORN, compilado a partir do Anuário da Reserva Naval, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios & Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Arquivo de Marinha; Revista da Armada; fotos do 21.º CFORN por cedência da revista da Armada; outras fotos de arquivo do autor do blogue com cedências de origens diversas;


mls

11 junho 2020

São Turras, Sr. Tenente, são Turras!...




Rio Cacheu ao pôr-do-sol (Abel Melo e Sousa -CFR Ref)


Havia já dois dias que as Lanchas fundeavam a meio do rio a jusante da Passagem de S. Vicente, concluído o Comboio de Farim. Aguardavam os batelões para Bissun, que chegavam e amarravam ao Tarrafo à espera da trasfega da carga para as LDM.

Dois dias sem mais preocupações que as que decorriam das tarefas diárias agendadas, as escutas do telegrafista, os banhos divertidos da marujada, a confecção das refeições e os momentos passados com as letras dirigidas às namoradas.

O dia, esse, esvaía-se com os últimos fulgores do sol a perderem-se por entre os galhos do arvoredo e as risadas do pessoal, as LDM à espera do momento para se abrigarem, furtivamente, já a coberto da noite, nos “amarradouros” conhecidos e reconhecidos da margem direita, a montante da Passagem de S. Vicente. E tudo sossegava.

À medida que a noite avançava sobravam as palmadas nos moscos – nome carinhoso com que se designavam os mosquitos – e, à medida que a noite avançava, os sussurros do sentinela e dos mais resistentes ao sono e aos sonhos, como que conversando com a gritaria da passarada noctívaga.

Nada faria crer que aquela noite iria ser diferente. O Tenente acendera atempadamente a malcheirosa espira verde “anti-mosquitagem” em cima do rádio e enchera os canudos do colchão pneumático que fazia de cama no chão da cabine de pilotagem.

Imaginava que, sendo ainda periquito, sempre era melhor respirar o ar impregnado dos cheiros oleosos do que o ar puro ao relento no tombadilho da lancha. Estava mais protegido…

Mas não era verdade, que ainda não tinha pregado olho quando, lá pelas 3 horas da madrugada, uma vozearia ensurdecedora lhe pôs no coração um sufoco e nas pernas um terramoto. Era a voz do Xixas a mais exaltada, estaria no seu turno de guarda, a gritar “são turras, são turras, trás a MG, vão já com uma rajada!!!”…

O Tenente, entretanto, perguntava a si próprio “o que é que se passa ali?”, todo num abanico. Recuperado o sangue frio concordou, ainda consigo próprio “porra!, eu sou o comandante, tenho de ir ver do que se trata”, sempre com a vozearia a crescer, a crescer por entre rajadas à espera.




LDM abicada no porto de Bissum - Rio Armada
Abastecimento e transporte de militares e populações


Fez das tripas coração e subiu ao convés com um enérgico:

– O que é que se passa aqui?

Respondeu o Xixas, já com uma G3 quase engatilhada:

– São turras, Sr Tenente, são Turras, vão já numa rajada!

– Onde é que estão os Turras?

– Ali, na canoa.

Era verdade; encostada ao tanque da água de estibordo encontrava-se uma canoa com cinco homens, pretos, tão pretos como a noite, vergados, completamente vergados ao sabor da sua sorte, dobrados pela cintura sobre as suas pernas.

O Tenente avaliou a situação, ou não avaliou, mas ocorreu-lhe, a ele sim, numa rajada, acalmar os ânimos com uma ordem:

– Ninguém dispara nada. O comandante sou eu. Tudo o que se fizer só pode ser feito com minha autorização! E não faremos nada com jeito se não nos acalmarmos todos!

Toda a gente estremeceu, porque a resposta foi um longo silêncio de poucos segundos que soprou ao Tenente “estás a tomar o pulso aos acontecimentos” e, com isto, saltou para o tanque da água. Percorreu o comprimento da canoa espiolhando o seu interior.

Apenas cinco homens ajoujados, cobertos por um fraco pano da mesma cor, preta, que talvez os abrigasse da esbatida frescura da madrugada. Nada de armas, que fosse de seus vestígios,
nada de nada, apenas medo, porventura, e silêncio. Falou aos homens ainda do tanque da água, também flutuador, acha o Tenente:

–Podem ser turras, sim, podem ser turras, mas nada o denuncia, que na canoa apenas estas cinco pobres criaturas!

– Mas... são turras, Sr Tenente, são Turras!,… insistia o Xixas

– Podem ser, sim, mas não há evidências nenhumas.




Refeição partilhada a bordo duma Lancha de Desembarque Média

Silêncio. Novamente a resposta foi o silêncio. Então o Tenente, sentado nos calcanhares, à proa da canoa, atreveu-se a perguntar:

– Alguém fala português? Silêncio, silêncio quebrado pelo Xixas:

– São Turras, Sr. Tenente, são Turras!

Uma rajada...

O Tenente subiu ao tombadilho e falou

– Podem ser turras, sim, mas do que me estou a lembrar agora, neste momento, é da minha terra, lá longe, do outro lado; e das laranjeiras e das parreiras; e de amigos…

O silêncio, o silêncio tinha tomado definitivamente conta dos acontecimentos.

O Tenente voltou a saltar para o depósito da água, cada vez mais confiante, e novamente sentado nos calcanhares, perguntou

– De onde vêm vocês?

Aconteceu, então, inesperadamente, um:

– De Bissum…




2 LDM abicadas
Abastecimento de combustível e víveres


Soltado pelo homem sentado a meio da canoa, que se desdobrou, lentamente, talvez com o pressentimento de “já me lixei, já nos lixámos” e, por uns segundos que foram uma eternidade, em silêncio, permitiu que os olhares, dele e do Tenente, se fixassem. E voltou a dobrar-se sobre si. O Tenente, como que impulsionado por uma mola, de pé, atirou:

– Ah! Afinal sempre há alguém que fala português!... E vão para onde?

– Para Bula!, respondeu, dobrado, o mesmo homem…

Com calma e uma paz imensa, juntou-se aos seus homens, junto da Oerlikon, – que todos se tinham levantado, todos sem excepção –, e voltou a falar ao pessoal:

– Eu não vos dizia?! Estes homens vão à cidade como também eu, nas segundas-feiras. Um vai renovar o BI, aquele vai tirar uma certidão de nascimento, o terceiro vai à Praça, o…

Lembrou-se de que, com Spínola, tinha havido uma inflexão na política de aproximação às populações designada, oficialmente, por “A PSICO”. Toda a gente aproveitava e reduzia, às tantas, tudo à “PSICO” – olh’á Psico!…

E voltou a saltar para o tanque da água para, num gesto inesperado para todos, – ou talvez não –, com um toque no ombro do homem a vante, ordenar:

– Sigam, amigos, vão à vossa vida…

E ficou só o silêncio, um longo silêncio, a morrer nos olhos ao ritmo lento das remadas, a canoa a cruzar o Cacheu para a curva à esquerda, lá longe, no vagar de quem espera, a todo o instante, o troar de uma rajada.
Ah! Como eu gostaria de saber o que se terão dito ao mergulharem na imensidão da noite, sós, na companhia fagueira do seu rio…


Marinheiro E*
*O Marinheiro “E”, de todos já conhecido, é o Sócio Originário n.º 1542, Oficial FZ RN que integrou os efectivos da CF 11 e que cumpriu uma comissão de serviço na Guiné nos anos 1971/1972.


Fontes:
Com a devida vénia, texto compilado a partir de artigo já publicado na Revista "O Desembarque" n.º 30 da Associação de Fuzileiros em http://www.associacaofuzileiros.pt/


mls

06 junho 2020

Guiné, 1968 - Campanha de promoção da época...


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 20 de Janeiro de 2011)

Campanha de promoção na forma de postais do SPEME
(Serviços Postais do Estado-Maior do Exército)




Juntos?... e houve vencedores?



sem comentários... a própria imagem os sugere!



Fontes:
Texto e fotos de arquivo do autor do blogue com original cedido por Carlos Fernando Carlos Dias Souto (CMG);


mls

31 maio 2020

20.º CFORN - Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval, Fev1972


Post reformulado a partir de outro já publicado em 2010.08.21





Fontes:
Texto do autor do blogue, compilado a partir de: Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Dicionário de Navios e Efemérides, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha, 2006; Fuzileiros – Factos e Feitos na Guerra de África, 1961/1974, Luis Sanches de Baêna, 2006; Arquivo de Marinha; Revista da Armada; Fotos do 20.º CFORN, cedência de Jorge Moura Teles; outras fotos de arquivo do autor do blogue com cedências de origens diversas;


mls

29 maio 2020

Imediatos da LFG “Orion” na classe “Cacine”


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 28 de Junho de 2010)





Fontes:
Texto compilado pelo autor do blogue com imagens da Revista da Armada; Anuário da Reserva Naval 1958-1975, Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado, Lisboa, 1992; Setenta e Cinco Anos no Mar, Comissão Cultural da Marinha 10.º e 15.º Vols, 1999/2004; Ordem da Armada;


mls

27 maio 2020

LFP "Albufeira" - P 1157


(Post reformulado a partir de outro já publicado em 28 de Junho de 2010)





Fontes:
Dicionário de Navios, Adelino Rodrigues da Costa, Edições Culturais da Marinha – 2006; Setenta e Cinco Anos no Mar, Lanchas de Fiscalização Pequenas (LFP’s), 16º VOL, 2005, com fotos de arquivo do autor do blogue - Arquivo de Marinha e Revista da Armada;


mls

25 maio 2020

O Combóio de Bissum


Guiné, rio Cacheu - Os combóios navais para Bissum





As LDM repousavam há já dois dias nas paragens da Passagem de S. Vicente. Era aqui que morria o Combóio a Farim. De dia a juzante da dita, fundeadas, braço dado, e à noite a montante, abrigadas na sombra acolhedora do tarrafo que bordejava a bolanha do outro lado, um nadita acima do ponto em que nascia a estrada que ligava a Ingoré, ao tempo desactivada.

Nesse interim, enquanto os batelões iam chegando ao ritmo rançoso dos seus barulhentos motores, que os anunciavam a milhas, a marujada, sem excepção, o que quer dizer que o comando também bastas vezes se associava, passava o dia entretido em brincadeiras que a água suscitava, os mergulhos, mas também a preparação das refeições, o correio para a família e amadas que ajudavam a preencher o santo dia.

A noite, essa era acordada, de quando em quando, pela voz em surdina das rendições das sentinelas, os gritos da passarada nocturnal e as palmadas disparadas na direcção da insuportável mosquitada que nos rondava ao som insistente dos seus apelos “precisas de mim, precisas de mim…”.

Reunida toda a esquadra havia que sacar do ORDMOVE e dar-lhe seguimento: passar a carga, batelão a batelão, para as LDM, manobra acompanhada pelo Cabo do exército responsável e, uma vez carregadas, zarpar pelo estreito e sinuoso «Rio Armada», tão sinuoso que as LDM não se protegiam uma à outra na maior parte dos "esses" do rio, tudo a postos para o que desse e viesse, o Patrão ao leme, um artilheiro na peça e o outro numa das MG42, um fogueiro atento ao roncar dos notores e o outro na MG42 do outro bordo, o telegrafista sentado à frente do rádio, ao lado do Patrão, no tejadilho da cabine de pilotagem o "basookeiro" e o ajudante com a arma respectiva, a basooka, todos cientes de que a atenção era a regra mestra até à rampa de abicagem na perpendicular ao aquartelamento do Exército, ali mãos dadas com a Tabanca. O Exército assegurava, nas imediações, por terra, a segurança do Combóio.

Na preparação para a abicagem, o Calado que por sinal nem falava muito, o que condizia com o apelido, questionou o Tenente com um respeitoso “Sr. Tenente, como quer que abique?”, que deixou o oficial um pouco desconcertado, a coçar a cabeça e a cogitar no “como quer que abique?”, reagindo instantes depois com um “ó homem, disso sabe você, faça o melhor que souber, que se alguma coisa correr menos bem cá estaremos para assumir”.




Bissum – Tabanca
Fotos em http://guine-bissum.blogspot.pt/ - Alf Mil Aníbal Magalhães


Realmente, aquilo foi como quem diz, ”limpar o cu a um menino”. Mas as coisas ainda não estavam sossegadas, porque logo que a LDM se calou, um novo apelo veio do Patrão: “Sr. Tenente, sabe, o Popeye”, – era a alcunha do outro Patrão, que fazia jus na sua imponente figura, espadaúdo, barba a condizer, cachimbo à maneira, cópia quase perfeita da entusiasmante figura da Banda Desenhada, ao epíteto com que o mimosearam –, “é novo nestas andanças, vem pela primeira vez e ainda não domina bem estas correntes e marés, digamos assim, que as havia mesmo, pelo que agradeço, então, que seja o senhor a indicar-lhe que abique a juzante da nossa Lancha, bem ditas a coisas «do lado de baixo», que não terá dificuldades na manobra”.

Silenciosamente o Tenente deslocou-se à ré e com uma sinalética simples e adequada às circunstâncias, usando mais o braço e a mão em vez da voz, que se perderia no meio do ronronar dos motores, indicou ao Popeye onde abicar, que fez saber que tinha entendido com uma espaçada abanadela de cabeça, com um sim três vezes acima e abaixo, perceptível pelas descontinuadas fumigações das cachimbadas. Concluída a manobra sem incidentes o Tenente veio sentar-se na mesa situada entre a Cabine de Pilotagem e a Peça, atento às tarefas de descarga da carga das LDM, na companhia do Patrão.

Permaneceram uns instantes calados até que o Calado, nova¬mente, resolveu falar:

– Sr. Tenente, desculpe ter perguntado, há bocado, como queria que abicasse…

– Ó Calado, fiquei surprendido, sim, aqueles instantes, mas é que não sabia mesmo o que devia de mandar fazer. Por isso, olhe, foi assim, saiu aquele “faça o melhor que souber”…

– Sabe, Sr. Tenente, já tem havido camaradas seus que se põem a dizer-nos como devemos de fazer, e às vezes andamos para aqui a rapar até acertar, e é porque acertamos nós… Mais uma vez, desculpe…

E voltou o silêncio, com o Tenente atento ao movimento humano, novidade para ele, dos homens da população de Bissum, num vai e vem entre as lanchas e as viaturas do aquartelamento, transbordando a carga que as LDM prestimosamente tinham levado. Concluída a operação, máquinas a funcionar, duas businadelas de despedida, gratos os militares pelos mantimentos, ala que se faz tarde, que havia que aproveitar ao máximo a força da corrente para mais depressa dizer adeus ao Armada.

Que, diga-se de passagem, tinha o seu encanto, o tarrafo que bordejava a água calcinado de combates anteriores, lá ao fundo, nas clareiras, a orla verdejante da mata, um crocodilo que, incomodado no seu solário, se levanta no seu vagar para mergulhar no seu ambiente, curva e contracurva num não despegar até ao abraço ao Cacheu.

E novamente S. Vicente, um abrandar de todas as tensões, e um hurraaa! de missão cumprida. Desceram os fuzileiros e a basooka do tejadilho da Cabine, abandonadas as MG42 dos bordos a vante, a Oerlikon em posição de descanso apontando a um inimigo imaginário no alto dos céus, o rádio sossegado nos bip bip bip, máquinas a todo o “vapor”, era assim que se dizia, que o único com trabalho garantido era mesmo o Patrão. Todos, tripulação e escoltas já só viam e sonhavam com Bissau, ainda tão longe.




Bissum – Transporte de tropas em LDM no rio Cacheu

Todos,… bem,… todos menos o Patrão por força das suas funções e o Tenente. Como? Pois, é que por alturas de Jolmete o bom do Calado resolveu falar para desinquietar outra vez o Oficial:

– Sr. Tenente, desculpe, pode chegar aqui à Cabine?

O Tenente deixou os restantes navegantes e aproximou-se da janela de pilotagem.

– Não, Senhor Tenente, é aqui, aqui mesmo junto a mim…

Com um ar circunspecto, bem visível nas rugas da testa, lá foi o bom do Tenente com ar de quem pergunta “mas o que é que vem aí agora?”.

Então foi assim:

– Senhor Tenente, o Senhor pôs-me à vontade em Bissum. Uns melhor e outros pior, na verdade quem sabe destas manobras somos nós. Maaass,… suspensão para encher o peito – sabe, nunca se sabe, mas pode acontecer um dia ter o Senhor de dizer mesmo como se faz, por virem todos, como o Popeye, pela primeira vez. E poderá um dia, oxalá nunca aconteça, ter de ser o senhor a deitar mão ao leme…

O Tenente escutava, longe de imaginar o que estava para chegar...

– Está a ver aquela mancha meio arenosa no meio do tarrafo? Ora agarre aqui no volante, – o leme, claro – eu vou aqui, não tenha medo, e experimente abicar lá. Vamos fazê-lo com a ajuda das máquinas, que se controlam, como sabe, com estes dois manípulos. Vá, afrouxe, vamos devagar, a corrente ainda está a descer, deixe descair a Lancha um pouco abaixo do ponto, isso, assim, vá, dê um pouco de máquina de bombordo, a da esquerda, isso…

E o Tenente abicou, com ajuda, mas abicou. Repetiram a manobra, perante o espanto dos tripulantes da outra Lancha, a do Popeye, que reduziu a velocidade intrigado com a agitação.

– Está a ver, nem é difícil…

O Tenente não dizia nada, e ainda não tinha acordado bem da lição quando de rajada vem novo ataque.

– Então e imaginemos que é atacado e tem de manobrar rapidamente, sair da linha de fogo e tem de fazer um pião? Ora deixe-me mostrar como é…

E mostrou.

– Viu? Então agora faça lá o Senhor…


Marinheiro E*
*O Marinheiro “E”, de todos já conhecido, é o Sócio Originário n.º 1542, Oficial FZ RN que integrou os efectivos da CF 11 e que cumpriu uma comissão de serviço na Guiné nos anos 1971/1972.





Curso do rio Cacheu entre a foz e o rio Armada (a laranja) com a localização de Bissum


Fontes:
Com a devida vénia, texto compilado a partir de artigo já publicado na Revista "O Desembarque" n.º 29 da Associação de Fuzileiros em http://www.associacaofuzileiros.pt/


mls